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Bush e Blair se encontram em meio a discórdia sobre Israel | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, se encontra nesta sexta-feira com o presidente americano, George W. Bush, em meio a uma discórdia entre as posições americana e britânica em relação ao processo de paz no Oriente Médio. Blair disse na quinta que o "mapa da paz", plano de Estados Unidos, União Européia, Rússia e ONU para o Oriente Médio, "ainda está vivo". O comentário de Blair, feito depois de um encontro com o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, foi uma reação à aprovação dada por Bush ao plano de "desligamento" do premiê israelense, Ariel Sharon, que difere do "mapa da paz", entre outras coisas, ao prever a retirada israelense da Faixa de Gaza, mas a permanência de assentamentos judeus na Cisjordânia. "Acho importante que nós garantamos que a iniciativa que foi apresentada nos últimos dias crie uma sensação de movimento e mudança no Oriente Médio, e eu, pessoalmente, não a vejo substituindo de qualquer forma o plano anterior", disse Blair. "Ao contrário, eu acho que o plano anterior é, e continua (sendo), a principal via para solucionar o processo de paz no Oriente Médio."
O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, disse que "a retirada de Gaza deve ser vista como um primeiro passo, porque nós temos também que lidar com a questão da Cisjordânia, e eu esperaria que o que aconteceu não impeça avanços e o trabalho (com base) no plano anterior". Na quinta-feira, o ministro das Relações Exteriores britânico, Jack Straw, disse que "o presidente Bush faz os seus julgamentos, nós fazemos os nossos". Straw também rejeitou sugestões de que a "fúria" despertada no mundo árabe por causa do apoio de Bush ao plano de Sharon iria incentivar a resistência contra as forças de ocupação no Iraque. "Não acredito que torne (a situação) mais difícil ou fácil no Iraque", disse. Três ONGs internacionais escreveram para Blair expressando "grave preocupação" que a Grã Bretanha estivesse abandonando a sua posição anterior, de considerar os assentamentos ilegais perante a lei internacional e um "obstáculo para a paz". Christian Aid, Oxfam e Cafod também buscaram garantias do primeiro-ministro de que a Grã Bretanha permaneça comprometida com uma "solução justa" para o problema dos refugiados palestinos. "O apoio do presidente Bush para a política do atual premiê israelense de ações unilaterais é uma contravenção da lei internacional e pode iniciar uma nova era de instabilidade à medida que os palestinos são negados o direito de negociar uma solução viável", diz a carta. Sobre o Iraque, Blair disse na quinta-feira que espera ver uma nova resolução da ONU para garantir a transferência de poder no país, prevista para 30 de junho.
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