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Blair quer nova resolução da ONU sobre Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Tony Blair, disse nesta quinta-feira que espera ver uma nova resolução da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre o Iraque para garantir a transferência de poder no país, prevista para 30 de junho. Blair, que fez as declarações em Nova York depois de um encontro com o secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, disse que as circunstâncias exigem a nova resolução, e que a comunidade internacional está hoje unida em um propósito comum em relação ao Iraque. Ele disse que ele e o presidente americano, George W. Bush, estão esperando o retorno do enviado da ONU ao Iraque, Lakhdar Brahimi, para ouvir dele propostas sobre o futuro governo do país, uma vez que o controle sobre o Iraque passe aos iraquianos. Brahimi está, no momento, coletando as opiniões de líderes do país. “Nós temos que garantir que estaremos dando aos iraquianos a oportunidade que eles buscam”, afirmou Blair. Israel “(...) As circunstâncias vão exigir que nós, em algum ponto no futuro próximo, tenhamos uma nova resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas que nos permita planejar a continuidade dessa transição política no Iraque.” Por sua vez, Kofi Annan disse que as divisões na comunidade internacional causadas pela crise no Iraque estão começando a ser superadas, e acrescentou que espera a cooperação de todos os Estados-membros na aprovação de uma nova resolução. Quanto à questão do Oriente Médio e o amplo respaldo dado nesta quarta-feira por Bush ao plano “unilateral” de paz concebido pelo primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, Blair disse que não ficou decepcionado com a postura do presidente americano. Para Blair, o plano de Sharon não significa que a outra proposta que vinha sendo negociada até agora, com o apoio da ONU e dos próprios Estados Unidos, foi deixada de lado. “Acho importante que nós garantamos que a iniciativa que foi apresentada nos últimos dias crie uma sensação de movimento e mudança no Oriente Médio, e eu não, pessoalmente, vejo-a substituindo de qualquer forma o plano anterior”, disse Blair. “Ao contrário, eu acho que o plano anterior é, e continua (sendo), a principal via para solucionar o processo de paz no Oriente Médio (...) Se é o caso dos israelenses saírem de Gaza, então é uma grande mudança, e vamos usá-la e trabalhar sobre ela.” Annan disse que a “retirada de Gaza deve ser vista como um primeiro passo, porque nós temos também que lidar com a questão da Cisjordânia, e eu esperaria que o que aconteceu não impeça avanços e o trabalho (com base) no plano anterior”. |
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