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Atualizado às: 05 de março, 2004 - 14h07 GMT (11h07 Brasília)
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Blair defende reforma na ONU para lidar com novas ameaças
Tony Blair
Premiê defendeu novamente sua atuação na guerra do Iraque
O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, defendeu nesta sexta-feira uma reforma das Nações Unidas para que ela possa lidar com os novos tipos de ameaças existentes no mundo.

No discurso, Blair voltou a afirmar que acha que a decisão de ir à guerra no Iraque foi acertada e que o terrorismo global é o maior desafio do século 21.

"A ameaça que enfrentamos não é convencional. É um desafio cuja natureza é diferente de tudo o que o mundo já enfrentou antes", declarou ele.

O premiê da Grã-Bretanha repetiu temores de que grupos como a rede Al Qaeda obtenham armas de destruição em massa.

Cautela

Ao seu ver, cautela nunca é demais e os governos devem atuar sempre para evitar atentados.

"É monstruosamente prematuro pensar que a ameaça já passou. O risco permanece, aqui e no exterior", afirmou.

Blair está tentando mudar o tema dominante e falar de política doméstica britânica, mas se vê toda vez obrigado a rebater críticas sobre a sua atuação no combate ao terror e, principalmente, na guerra contra o Iraque.

O ex-chefe dos inspetores de armas da ONU Hans Blix disse pensar que a guerra foi ilegal. Blix argumenta que os Estados Unidos e a Grã-Bretanha teriam que obter uma segunda resolução no Conselho de Segurança para poder lançar a ação para derrubar Saddam Hussein.

Durante a semana, um assessor de Lord Goldsmith, advogado-geral britânico, afirmou que num documento entregue a Blair cinco meses antes da guerra no Iraque Goldsmith disse a Blair que o conflito seria ilegal.

Blair disse que mantém a sua visão "fervorosa" de que o perigo que o regime iraquiano representava era "real e existencial".

Haia

O premiê britânico pode ser agora também alvo de um processo por crimes de guerra no Tribunal Penal Internacional, em Haia (Holanda).

Um grupo chamado Legal Action Against War (Ação Legal contra a Guerra) pediu à recém-formada corte para avaliar se pode levar adiante uma ação judicial contra Blair, o chanceler Jack Straw e o ministro da Defesa britânico, Geoff Hoon.

O grupo afirma que as autoridades da Grã-Bretanha deveriam ser julgadas "por lançar intencionalmente um ataque sabendo que ele causaria perda de vida ou ferimentos em civis".

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