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Atualizado às: 05 de abril, 2004 - 18h00 GMT (14h00 Brasília)
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Plano de Sharon não prevê Estado palestino
Soldado israelense em Gaza
O governo israelense prometeu desocupar 17 assentamentos
O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, disse que o plano unilateral israelense de desocupação da Faixa de Gaza não prevê a criação de um Estado palestino.

"No plano unilateral não há Estado palestino. Essa situação pode continuar por muitos anos", disse o primeiro-ministro.

Em entrevistas à imprensa israelense, Sharon confirmou que Israel vai desocupar 17 assentamentos judeus na Faixa de Gaza e detalhou o plano de evacuação da região.

No entanto, ele evitou dar garantias sobre a segurança do líder palestino Yasser Arafat.

"Aquele que mata judeus ou determina a morte de judeus e israelenses é um homem marcado", disse o primeiro-ministro.

"Não vou garantir a integridade física dele."

'Fim dos sonhos'

O primeiro-ministro disse ainda ao jornal Maariv que o seu plano vai "acabar com os sonhos dos palestinos".

"Quando você isola áreas e comunidades na Cisjordânia, você acaba com vários dos sonhos deles", comentou Sharon sobre o muro que Israel está construindo.

"O meu plano é duro com os palestinos. Um golpe mortal", disse Sharon.

Ele nunca havia feito esses comentários em público antes, segundo o correspondente da BBC em Israel, mas as declarações confirmam o que a maioria das pessoas já imaginava.

Cisjordânia

Arafat, por sua vez, elogiou a intenção de desocupar os territórios da Faixa de Gaza, mas lembrou que "Sharon também tem que sair da Cisjordânia".

As entrevistas do primeiro-ministro israelense foram dadas por ocasião da Páscoa Judaica, que começou a ser comemorada nesta segunda-feira.

Entre os detalhes do plano de saída israelense estão.

• Os palestinos não deverão ter o controle de nenhum porto.

• Os israelenses mantêm o controle de uma estrada ao sul da Faixa de Gaza, na fronteira com o Egito.

• As casas de mais de 7 mil colonos serão entregues a uma organização internacional e não destruídas.

Sharon afirmou ainda que a administração americana queria mostras da desocupação da Faixa de Gaza e da Cisjordânia.

Por isso, Sharon também anunciou a desativação de quatro assentamentos no norte da Cisjordânia.

No entando, não existem planos amplos para que israel saia da Cisjordânia.

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