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ONU suspende entrega de alimentos em Gaza | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A ONU (Organização das Nações Unidas) suspendeu nesta quinta-feira a entrega de alimentos para cerca de 600 mil pessoas na Faixa de Gaza. A medida é um reflexo da imposição pelo governo de Israel de novas restrições ao movimento de contêineres de carga na região. A ONU afirma que os suprimentos de alimentos essenciais na região estão esgotados, e Peter Hansen, chefe da agência da ONU para refugiados palestinos (UNWRA, na sigla em inglês), afirma que a Faixa de Gaza pode passar por um verdadeiro período de fome pela primeira vez em duas gerações. Hansen diz que a recusa de Israel ao pedido de permissão para que contêineres vazios fossem retirados da região fez com que a agência tivesse de pagar uma multa aos proprietários dos contêineres – o que teria tornado os custos da operação proibitivos. Restrições De acordo com a UNWRA, a multa pelo atraso na entrega dos contêineres é de cerca de US$ 9 mil (R$ 26,2 mil) por dia. Segundo Peter Hansen, cerca de 11 mil toneladas de comida estavam paradas na fronteira com a Faixa de Gaza por causa das restrições impostas por Israel. Nas últimas três semanas, as autoridades israelenses proibiram que veículos da ONU e de outras agências humanitárias cruzassem a fronteira pelo posto de Erez. Um porta-voz israelense disse que a proibição é necessária porque militantes suicidas estariam utilizando os contêineres para entrar em Israel. De acordo com o porta-voz, os responsáveis pelos ataques no porto de Ashdod, que deixaram dez mortos, haviam se escondido em contêineres para sair de Gaza. "No momento, não podemos confiar em ninguém, principalmente após a morte do líder espiritual do Hamas, o xeque Ahmed Yassin", disse. "Estamos trabalhando com extrema cautela." |
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