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UE marca encontro para discutir paz no Oriente Médio | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Ministros do Exterior da União Européia convocaram um encontro com os outros patrocinadores do plano de paz para o Oriente Médio, em uma tentativa de resgatar a proposta. O comissário para Relações Exteriores do bloco, Chris Patten, disse que nenhum outro plano é tão bom quanto o chamado "road map", proposto pela própria União Européia, Estados Unidos, Rússia e Nações Unidas, no ano passado. A reunião do quarteto que inicialmente apoiou o plano poderia acontecer em Berlim, no próximo dia 28, segundo o responsável pela política externa da UE, Javier Solana. A iniciativa européia ocorre numa semana em que o presidente americano, George W. Bush, declarou seu apoio a controversas propostas do primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, que na prática ignora o princípio de cooperação entre israelenses e palestinos previsto no "road map". A proposta foi apresentada durante o encontro dos ministros de Relações Exteriores da UE na cidade de Tullamore, na Irlanda. "O fato é que, a fim de alcançar paz e segurança duradouras, Israel ainda precisa obter um acordo com o povo palestino e com os seus vizinhos árabes. O caso ainda é que Israel precisa fazer paz com os seus inimigos, não com os seus amigos", afirmou o ministro de Relações Exteriores da Irlanda e anfitrião do encontro, Brian Cowan. 'Diferenças com EUA' O ministro de Relações Exteriores, Sergei Lavrov, também disse nesta sexta-feira que um encontro do quarteto se fazia urgente para resolver o que ele chamou de diferenças de opinião com Washington. A correspondente da BBc Oana Lungesku, que acompanhou o encontro em Tullamore, diz que os europeus abem que sua influência é limitada, mas também estão cientes de que, se querem resgatar o "road map", precisam tomar alguma atitude. Segundo Lungesku, o ministro irlandês fez questão de elogiar passagens do discurso de apoio do presidente Bush a Israel, mas parecia pouco confortável ao fazê-lo. Após encontro em Washington, Bush e o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, em Washington disseram que palestinos e israelenses ainda terão que negociar "questões finais" relativas ao plano de Israel para deixar a Faixa de Gaza e permanecer em parte da Cisjordânia. Os dois líderes afirmaram que ainda há espaço para negociação entre as duas partes no Oriente Médio e que eles não abandornaam o plano de paz para a região. |
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