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Esquerda no ar | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A direita domina os programas nas rádios americanas e não se trata de uma conspiração de patrões nem do governo Bush. É preferência dos ouvintes. Dos 15 principais radialistas com programas de grande audiência, dez são vozes da direita e as outras cinco estão mais para o centro. O campeão de audiência é Rush Limbaugh, que tem 14 milhões de ouvintes por semana em 600 estações. Limbaugh começou por baixo e ficou por baixo durante 13 anos. O programa dele conquistou audiência em 1984, durante o governo Reagan. Limbaugh atavaca os democratas e quanto mais liberal, maior o malho. O senador Ted Kennedy era um dos alvos favoritos. No governo Clinton, ele disparou. Contra-ataque Nesta semana, a esquerda partiu para o contra-ataque sob o comando de Al Franken, um comediante que sabe escrever e malhar. Seu livro Mentiras e os Mentirosos que as Contam satiriza os gurus da direita na mídia e na política. Está há 30 semanas na lista dos mais vendidos. Ele foi o pai da rede Air America, que foi ao ar ontem em cinco cidades grandes, mas em estações com sinais fracos. Os donos das rádios mais potentes não querem correr riscos com comediantes, celebridades e comentaristas com pouca ou nenhuma experiência no rádio. A esquerda faz sucesso em livro, na televisão e cinema mas no rádio tem fama de pesada e sombria. Mario Cuomo e Jim Hightower, dois heróis dos liberais, fracassaram no ar. Al Franken cercou-se de um time de comediantes e aposta que num país dividido num ano eleitoral, o anti-bushismo com humor vai conquistar o ar. Na estréia faltou graça. |
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