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Latino, sem raça nem cor | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma bolsa de estudos só para brancos começou como uma paródia, virou polêmica e deve acabar nos tribunais. O responsável é Jason Mattera, de 20 anos, nascido e crescido no Brooklyn, em Nova York. Ele é estudante da pequena universidade Roger Williams, que tem 3,4 mil alunos e fica em Bristol, no Estado de Rhode Island. Mattera gosta de uma briga. Logo no primeiro ano, ele criou o Colégio Republicano na universidade e começou a publicar o jornal O Olho Direito do Falcão. Como provocação, em fevereiro, o mês da Herança Negra nos Estados Unidos, o jornal lançou uma bolsa de estudos só para brancos. Num ensaio de cem palavras ou menos, os candidatos tinham de explicar por que se orgulhavam de serem brancos. Além do ensaio, tinham de enviar uma foto recente, confirmando a brancura. A bolsa era de US$ 50. Um jornal local publicou a história que ganhou impulso nacional na rede CNN e, em uma semana, Jason Mattera estava começando a viver seus 15 minutos de fama. Centenas de candidatos se inscreveram, centenas criticaram e centenas mandaram contribuições em dinheiro para reforçar a bolsa, que já subiu para US$ 250. Jason argumenta que quase todas universidades oferecem bolsas para minorias raciais, menos para os brancos. Sua intenção era tocar na ferida dos programas de ação afirmativa que beneficiam negros. Jason Mattera é um porto-riquenho de pele clara que recebe uma bolsa anual de US$ 5 mil, exclusiva para estudantes latinos. Se Jason é contra bolsas que beneficiam minorias raciais, por que não recusa a sua? Jason tem duas respostas: ele explica que sua bolsa é por mérito acadêmico e que latino não tem raça nem cor definida. É uma outra briga. |
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