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Mensagem de 2004 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Domingo de manhã, por volta de 11 horas, um não cortou os Estados Unidos. Foi um nããão, desses longos, de decepção, provocado quando Ralph Nader anunciou que vai se candidatar à Presidência. Nem os republicanos acreditaram no que ouviram. Para eles, parece um alívio, mas estão desconfiados. Ralph Nader foi um vendaval de idealismo e coragem que arrebatou os liberais a partir da década de 60. O defensor do consumidor contra as grandes corporações. Nader conseguiu influenciar a História americana e se manteve integro, exemplar e pobre mesmo depois de suas vitórias e do seu enorme prestígio entre liberais, universitários e ambientalistas. Quando ele se lançou como candidato pelo Partido Verde em 2000, os democratas se sentiam tão confiantes na vitória contra Bush que muitos achavam politicamente saudável a entrada de Nader na disputa: o voto a favor dele era uma mensagem contra a mesmice dos dois grandes partidos. O sadio voto-mensagem trouxe George Bush e o rolo compressor mais direitista que os americanos já conheceram. Um dos seus efeitos foi despertar e unir os democratas que há oito anos estão levando surras em todos tipos de eleições. Ralph Nader hoje é um homem vilipendiado por milhões de americanos que um dia foram inspirados e movidos por suas visões. A situação de 2004 é diferente de 2000. Ralph Nader neste ano não tem um partido nem dinheiro. Para validar sua candidatura nos 50 Estados, ele terá de mobilizar voluntários e recolher 1,5 milhão de assinaturas. Tem a internet a favor e também contra ele. Mesmo que os republicanos assinem as petições, os democratas aprenderam o risco do voto-mensagem. Chega de independente. Neste ano a mensagem democrata, como o S.O.S, tem três letras: ABB. Anyone but Bush ou Qualquer Um, Menos Bush. |
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