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O metrossexual de cada dia
O escritor e colunista Mark Simpson usou pela primeira vez a palavra metrossexual em novembro de 1994 no jornal ingles The Independent. Passou batida. Parecia palavra velha. Em 2002, ele usou de novo a palavra na revista online Salon. Hoje, metrossexual faz parte do dia-a-dia americano, inclusive do perfil dos políticos. Esta semana, numa matéria no The New York Times sobre o estilo dos candidatos, Howard Dean negou que seja metrossexual. O candidato que lidera os democratas nas pesquisas esclareceu que no guarda-roupa e nos hábitos pessoais, ele é um quadrado. Sexo oposto Arnold Schwarzenegger, o macho governador da California, não tem medo de ser metrossexual. Tem dezenas de sapatos, só ternos de alfaites, faz pedicure, manicure e se olha no espelho várias vezes por dia. Mark Simpson escreveu que o metrossexual é um homem jovem que mora na cidade, ou bem perto, com dinheiro para gastar no próprio corpo. Pode ter qualquer tipo de profissão. A questão se é homossexual, bissexual ou só tem relações com o sexo oposto não importa, porque o metrossexual é o objeto do próprio desejo, esclarece Simpson. O jogador David Beckham, hoje no Real Madrid, aparece como exemplo clássico do metrossexual: ele valoriza o lado feminino, gosta de fazer compras, posa nu para revistas, usa calcinhas da sua mulher e esmalte nas unhas. No futebol brasileiro o exemplo mais citado de metrossexual é Alex Alves, do Atlético, um jogador que não tem fama de usar salto alto no campo. Mark Simpson é um jornalista baseado em Londres e, além do The Independent, escreve para o The Guardian e o The Times. Tem seis livros publicados, vários deles sobre homossexuais, e já foi chamado de anticristo gay, mas vai entrar para a história como pai do metrossexual. |
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