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Lucas Mendes: Tolerância quase zero
Roy Benet é um estorvo na escola. Ele insulta os professores, entra e sai da sala sem pedir permissão, ameaça os colegas e não faz seus deveres de casa. Agora, Roy Benet está na mira do prefeito. Depois de várias tentativas fracassadas para disciplinar as escolas de Nova York, o prefeito Michael Bloomberg acaba de lançar uma nova fórmula. Com base nas queixas do ano passado, o prefeito colocou 12 escolas de Nova York na primeira lista das indisciplinadas. Decote Elas representam apenas 1% do sistema escolar, mas 13% da violência e desordem das escolas. Com alunos brigões ou armados, a nova tolerância é zero. Um incidente é suficiente para transferir o aluno para uma escola especial com policiais até dentro das salas de aula. Outras cidades têm limites de tolerância ainda mais curtos. Em disciplina, Toledo, em Ohio, é radical. Quando uma aluna de 14 anos chegou com um decote mais ousado, o professor deu a ela uma blusa que foi recusada. A escola ligou para a mãe, que chegou trazendo outra camisa para a filha, igualmente recusada. Em cinco minutos, a polícia chegou e levou a garota algemada para o distrito onde foi indiciada por um crime menor. Passou o dia numa cela até que a mãe fosse buscá-la depois do trabalho. Agora, irá a um tribunal do juizado de menores. Além de Ohio, Florida, Virginia e Kentucky têm cidades radicais em disciplina. O sistema judiciário que lida com menores nessas cidades está sobrecarregado porque os casos triplicaram em três anos, mas os resultados da tolerância zero nas escolas ainda são inconclusivos tanto na área social como acadêmica. Nova York preferiu começar com a tolerância quase zero. |
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