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Lucas Mendes: 2003, ano de Jesus
Falar sobre a Última Ceia de Jesus Cristo no dia do nascimento dele pode parecer uma grossseria, mas nos Estados Unidos, em 2003, Jesus esteve – e continua – em cartaz. O filme de Mel Gibson, The Passion of the Christ ("A Paixão de Cristo", em tradução livre), ainda nem foi lançado e ja é um dos mais controvertidos não só de 2003 mas também de 2004. Grupos católicos e judeus se uniram para protestar sobre certas passagens mas o papa viu e gostou. Ponto final. Além do sucesso no cinema, a ficção mais vendida do ano gira em torno de Jesus e do cristianismo. Da Vinci O Código de Da Vinci está na liderança dos best-sellers há 39 semanas. Um curador do Louvre é assassinado dentro do museu e perto do corpo a polícia encontra pistas que levam aos quadros de Leonardo da Vinci. São óbvias, mas até então não tinham sido decifradas. Um professor de Harvard e um criptologista francês descobrem que o curador assassinado fazia parte de uma sociedade secreta que teve, entre outros membros, Isaac Newton, Botticelli, Victor Hugo e Da Vinci. Todos os caminhos levam a um Jesus bem diferente do que conhecemos. Documentário A rede ABC de televisão usou o livro como base para o documentário Jesus, Maria e Da Vinci. Não fez sucesso com a crítica, mas gerou polêmica e deu bom índice de audiência. O documentário se concentrou na tese que Jesus era casado com Maria Madalena e deixou descendentes. Pela versão da televisão, era ela e não o apóstolo João, quem estava ao lado de Jeus na Santa Ceia, de Leonardo da Vinci. O documentário reuniu teólogos, historiadores e Dan Brown, autor de O Código de Da Vinci . A principal pergunta era se um Jesus casado e pai de família pode também ser divino. O consenso foi positivo. 2003 foi um bom ano para Jesus. |
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