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Lucas Mendes: Números filtrados | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Nova York está fazendo um ano sem cigarros nos bares e restaurantes. Parabéns. Quando a proibição foi imposta, algumas previsões foram catastróficas. Para os defensores do fumo, de 30% a 50% dos restaurantes iam falir, os fiscais não conseguiriam fiscalizar nem impor a lei, milhares perderiam seus empregos, a cidade ia deixar de recolher impostos e o prefeito ia perder 400 mil votos e a releição em 2005. Até agora todas as previsões erraram, diz o prefeito. 97% dos 22 mil restaurantes e bares de Nova York cumprem a lei e o faturamento deles subiu 9%. Há 130 mil pessoas trabalhando no setor, o número mais alto numa década. A cidade arrecadou mais impostos e o nível de poluição nos ambientes noturnos é seis vezes menor. Do ponto de vista de saúde ninguém questiona o sucesso da decisão. Os números das doenças cardiovasculares e pulmonares como asma caíram, mas os números ligados ao faturamento são suspeitos porque a pesquisa não separou os bares dos restaurantes. Quem depende exclusivamente da venda de bebidas diz que perdeu de 30% a 40%. As pessoas passam menos tempo bebendo nos bares e quem sai para fumar pára de consumir. Além disso, depois de um ano tão terrível para a noite como 2002, os números de 2003 podem ser enganadores mas neste momento nenhum número, argumento ou apelo vai trazer o fumo de volta a Nova York. Fora de casa, lugar de fumante é na rua ou no parque onde fumo meu charuto uma ou duas vezes por semana, muito agradecido. Em algumas cidades americanas fumar ao ar livre pode dar prisão. |
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