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Lucas Mendes: A saúde do prefeito | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma amiga que trabalha num hospital me telefonou oferecendo uma colonoscopia. Perguntei se era oferta da casa, ela explicou que era do prefeito Bloomberg. Fevereiro foi o mês da colonoscopia na cidade. O antipático e eficiente prefeito de Nova York nunca estudou Medicina, mas está decidido a cuidar da nossa saúde. Ele começou com aquela paulada nos fumantes proibindo cigarros em bares e restaurantes, mas a briga dele contra o tabaco não parou ali. Vai distribuir milhares de pacotinhos de nicotina numa campanha para fazer com que mais 240 mil parem de fumar até 2008. A cidade ainda tem 1,4 milhão de fumantes. Cigarros Além do tabaco, colesterol, pressão alta, Aids, vários tipos de câncer, resfriados e mortalidade infantil estão na mira do prefeito e sua assessoria médica. Ele governa uma cidade onde 1,5 milhão de moradores não têm um médico regular e nos próximos quatro anos ele quer que pelo menos 300 mil deles tenham médicos fixos. A Prefeitura imprimiu milhares de cartões em inglês e espanhol ensinando como conversar com os médicos e o que pedir a eles. É uma espécie de passaporte de saúde e relaciona os exames e testes indispensáveis. Grande parte da população mais pobre não sabe sobre o próprio colesterol, pressão e outros indicadores vitais. Verba Muitos destes exames como colonoscopia e testes de laboratórios são caros. A cidade está melhor de finanças, mas não tem esta verba no cofre. A maior parte do dinheiro virá dos hospitais e da iniciativa privada por ação de Bloomberg. Nos últimos 50 anos, o único prefeito que investiu tanto na saúde da cidade foi outro republicano, John Lindsay, na década de 60. Não foi reeleito. |
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