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Atualizado às: 20 de março, 2004 - 08h46 GMT (05h46 Brasília)
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Disputa acirrada pode atrair mais eleitores nos EUA

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e John Kerry, pré-candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos
Bush e Kerry também estão de olho nos eleitores 'ausentes'
Nas eleições do ano 2000, apenas pouco mais de metade dos americanos com mais de dezoito anos anos exerceu o direito do voto, que não é obrigatório nos Estados Unidos.

Ninguém espera um grande salto no comparecimento dos eleitores às urnas, mas analistas acreditam que o acirramento da disputa deste ano pode acabar provocando algum aumento na participação eleitoral, principalmente entre os jovens.

A cientista política da Universidade Georgetown, Diana Owen, explica que os candidatos costumam evitar muitos apelos aos eleitores de primeira viagem "porque todos preferem atrair para as urnas aqueles que com certeza vão lhes dar apoio e não mexer com os casos mais incertos".

"Mas com o acirramento da disputa este ano é possível que os candidatos busquem apoio naqueles grupos que não tiveram grande participação em 2000, mas que tendem a apoiar um grupo ou outro: os jovens, no caso dos democratas, e os cristãos conservadores, no caso dos republicanos."

Jovens

Segundo dados da Comissão Federal Eleitoral dos Estados Unidos, apenas 36% dos jovens com idades entre 18 e 24 anos votou nas últimas eleições, índice bem abaixo dos 51% de comparecimento constatados no total da população.

No início da temporada eleitoral, a campanha mais agressiva do candidato Howard Dean atraiu a atenção de eleitores jovens, que o Partido Democrata tenta agora associar à campanha de John Kerry.

O estudante Hishima James, de 29 anos, acha que "Dean é um bom líder, mas não aprendeu a ser um bom político."

 Quando a gente está quase caindo no fogo, como neste ano, não dá para optar pelo candidato que eu mais gosto. Neste ano, a disputa é Bush ou não-Bush, e eu quero mudar de governo.
Hishima James, estudante

James é um eleitor irregular: votou para Bill Clinton em 92, não foi às urnas em 96, e no ano 2000 abandonou republicanos e democratas e votou em um dos chamados terceiros partidos, agremiações menores que concorrem nas eleições presidenciais sem chance real de vitória.

"Mas quando a gente está quase caindo no fogo, como este ano, não dá para optar pelo candidato que eu mais gosto. Neste ano, a disputa é Bush ou não-Bush, e eu quero mudar de governo", disse.

Guerra

A estudante Kristina Finley, de 21 anos, não pôde votar em 2000 porque fez 18 anos duas semanas depois das eleições. Mas agora está decidida a apoiar o Partido Democrata.

"Muitos jovens estão muito preocupados com emprego e com o risco de os Estados Unidos entrarem em outras guerras", disse.

Mas a estudante ressalva que há entre seus colegas também muitos, "principalmente os mais ricos", apóiam o republicano George W. Bush, principalmente por conta dos cortes de impostos promovidos pelo pesidente.

 Acho que este ano o interesse por política dentro universidade está maior.
Kristina Finley, estudante

"Acho que este ano o interesse por política dentro universidade está maior", diz.

Cristãos

Do lado republicano, o principal conselheiro político de George W. Bush, Karl Rove, já disse que quer atrair para o seu candidato cerca de quatro milhões de cristãos que não votaram em 2000.

Analistas dizem que a intenção explica em parte a atenção dada pelo governo nos últimos tempos às tentativas de proibição do casamento gay, aos programas que promovem a abstinência sexual dos jovens e a medidas contrárias ao aborto.

Desta disputa, participa a Coalizão Cristã da América, grupo tido como a maior organização da direita religiosa nos Estados Unidos.

O diretor da entidade Jim Backlin diz que a coalizão não pode apoiar formalmente nenhum dos partidos por causa de sua condição de organização beneficente e isenta de impostos.

Cartilhas

"Mas o que nós podemos fazer é distribuir cartilhas com informações sobre os candidatos. Em 2000, fizemos 70 milhões de cartilhas e este ano devemos fazer mais", conta.

Backlin explica que nas cartilhas o grupo vai mostrar que o candidato John Kerry recebeu, dentro dos critérios da entidade, nota zero em sua atuação como legislador "nos temas de interesse da família americana".

No caso de Bush, Backlin diz que entidade vai destacar a "atuação positiva do presidente nos temas que interessam às famílias cristãs."

"Acho que a maioria dos cristãos está satisfeita com o que Bush está fazendo e vai comparecer às urnas para apoiá-lo em números significativamente maiores do que os da eleição passada."

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