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Atualizado às: 17 de março, 2004 - 05h08 GMT (02h08 Brasília)
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Kerry declara início da 'eleição geral' nos EUA
John Kerry, pré-candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, e Wesley Clark
Kerry disse que líderes mundiais apóiam sua candidatura, mas se recusa a divulgar nomes
O pré-candidato à Presidência dos Estados Unidos John Kerry comemorou nesta terça-feira a vitória no processo que deve oficializá-lo como candidato do Partido Democrata à Casa Branca, depois de mais uma vitória em uma prévia.

De acordo com a agência de notícias Associated Press, o triunfo de Kerry na primária no Estado de Illinois deu ao pré-candidato o apoio de pelo menos 2.252 delegados democratas na convenção nacional de julho, onde será escolhido o candidato do partido. Kerry precisava de pelo menos 2.162 para garantir a nomeação.

"Nós agradecemos a Illinois por nos colocar no alto da contagem de delegados, e por nos ajudar a alcançar nosso objetivo", disse Kerry em um discurso em Charleston, no Estado de West Virginia, de acordo com a agência France Presse.

"Esta noite marca o início do debate da eleição geral sobre o rumo de nosso país."

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Kerry já era o único pré-candidato com chance de obter a nomeação desde o dia 3 de março, quando John Edwards havia abandonado a disputa após vitórias de Kerry nos Estados que realizaram prévias na chamada Super Terça.

No seu discurso nesta terça-feira, Kerry tratou de se defender de um novo comercial que passou a ser veiculado pela campanha do presidente George W. Bush, atacando o democrata.

O comercial acusa Kerry de ter votado contra a concessão de recursos para as tropas americanas no Iraque - incluindo verbas para compra de equipamento de proteção corporal para os soldados.

Kerry acusou a propaganda de ser distorcida e criticou a política fiscal de Bush, dizendo que apoiou uma emenda que, ao aumentar os impostos pagos pelos americanos mais ricos, iria proporcionar um ganho de recursos que permitiria financiar os soldados.

Líderes

Também nesta terça-feira, o presidente Bush desafiou Kerry a revelar os nomes de líderes mundiais que o pré-candidato democrata revelou, em uma entrevista, que o apóiam.

"Se você vai fazer uma acusação durante o curso de uma campanha presidencial, você tem que respaldá-la com fatos", disse Bush na Casa Branca.

Mas Kerry tem se recusado a revelar os nomes, alegando que não quer trair a confiança dos líderes. "Eu não estou inventando nada", disse ele.

"A questão não são os líderes. O que é importante é que a política externa do governo não nos está fazendo mais tão seguros quanto podermos ser (...)."

Uma pesquisa divulgada pela rede de TV CBS e pelo jornal The New York Times indica que Kerry e Bush estão tecnicamente empatados na disputa da Casa Branca.

Bush estaria um pouco a frente (46%) de Kerry (43%) na preferência do eleitorado, mas a vantagem recai sobre a margem de erro do levantamento.

Tais cifras, entretanto não consideram a participação do candidato independente Ralph Nader na eleição. Nesse caso, Bush está na dianteira (46%), com o apoio a Kerry caindo para 38%.

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