|
Kerry vence em 9 Estados e deve enfrentar Bush | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O senador John Kerry venceu as primárias em nove Estados na chamada “Super Terça” e deverá ser o candidato democrata à Presidência nas eleições de Novembro. Após os dados mostrando os resultados iniciais nas primárias mais recentes, Kerry falou sobre sua posição. “A mensagem que saiu deste país hoje (terça-feira) foi clara: os Estados Unidos querem mudança”, disse ele, em Washington. “O trabalho nos próximos meses vai ser duro. Não temos dúvidas a respeito da capacidade da máquina de ataque republicana”, completou, referindo-se à campanha dos republicanos, que já está começando. Para o professor de ciências políticas da Universdade de Berkley, Henry Brady, "todo o foco (da campanha democrata) vai mudar para a formação da chapa democrata e a disputa com George W. Bush". Embora Kerry ainda não tenha alcançado o número mínimo de 2.162 delegados para garantir a nomeação, sua posição está praticamente confirmada, porque seu principal adversário, o senador John Edwards, deve anunciar sua saída da disputa ainda nesta quarta-feira, segundo informações de pessoas ligadas a sua campanha. Bush Segundo os resultados e projeções divulgados depois do fechamento das urnas em todos os Estados, Kerry só perdeu em um deles, Vermont, onde Howard Dean triunfou – apesar de já ter abandonado a disputa. Mesmo com a derrota em Vermont, a posição de Kerry na disputa pela indicação do partido é tão confortável que o próprio presidente George W. Bush teria telefonado ao candidato nesta quarta-feira para felicitá-lo. Antes do discurso de Kerry, o senador John Edwards dirigiu palavras elogiosas ao adversário, mas não chegou a confirmar sua saída da corrida. Segundo informações da imprensa americana, isto acontecerá nesta quarta-feira na Carolina do Norte. Em resposta, Kerry também elogiou, e muito, o colega de senado. “Não há dúvidas de que John Edwards representa os princípios do nosso partido e é uma promessa de liderança para o futuro” disse.
As declarações aumentaram as especulações de analistas de que os dois formarão uma chapa para a Casa Branca – encabeçada por Kerry, com Edwards como vice. Dean Kerry também citou o governador Howard Dean, elogiado por ter trazido para a política muitos eleitores que estavam afastados. Depois dos agradecimentos, Kerry se concentrou em criticar o presidente George W. Bush e apresentar suas propostas. “Acredito que o presidente Bush governa com a mais inepta e arrogante política externa da moderna política americana”, disse Kerry, usando uma frase repetida em diversos discursos. Kerry também prometeu a eleitores preocupados com empresas e empregos que saem do país que vai fazer acordos comerciais internacionais mais favoráveis aos Estados Unidos. Kerry tocou ainda no assunto do casamento homossexual, tema que causou muitas polêmica nos últimos dias, depois que o presidente Bush decidiu apoiar uma emenda constitucional banindo definitivamente este tipo de união. O candidato não se posicionou sobre o tema, mas atacou Bush por tentar “mexer na constituição, o nosso documento mais precioso, apenas por motivos eleitorais". Propostas Para analistas, a partir de agora Kerry vai ter de ser mais preciso em suas propostas para confrontar o presidente Bush. O presidente já acusou o senador por Massachussetes de ter posições pouco claras em temas como a ação americana no Iraque. "De fato há muitos aspectos das propostas de Kerry que ainda estão pouco claros e isso pode ser uma fraqueza a ser explorada pelos republicanos", disse o cientista político Henry Brady. A campanha de George Bush e Dick Cheney já anunciou que vai gastar US$ 4,5 milhões a partir desta semana em propagandas na TV a cabo que, acreditam analistas, devem focar no que os republicanos consideram os pontos fracos do adversário. Vice-presidente Encontrar um candidato a vice-presidente se torna agora outra prioridade de John Kerry. Analistas concordam que o senador John Edwards vai estar na lista de nomes examinados, mas afirmam que muitos outros fatores vão ser considerados. "O que importa para Kerry é ter um candidato a vice-presidente que atraia votos. Se Edwards se revelar como o mais eficiente para isso, ele pode acabar como escolhido", avalia o cientista político da Universidade Columbia, em Nova York, Robert Erikson. Henry Brady observa que o candidato a vice-presidente costuma ganhar para a chapa os votos do Estado onde tem base política. "Isso não favorece Edwards, porque a Carolina do Norte não é um Estado com muito peso." Brady diz que uma solução comum é escolher um governador popular de algum Estado grande. "Mas agora as opções para os democratas são poucas porque os principais Estados estão sendo governados pelos republicanos". |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||