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TV árabe acusa EUA de matar jornalista no Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A emissora de televisão por satélite Al-Arabiya, sediada em Dubai, afirmou nesta sexta-feira que um jornalista e um cinegrafista árabes foram deliberadamente mortos por soldados americanos no Iraque. A Al-Arabiya diz que o repórter e o cinegrafista que o acompanhava foram atingidos quando viajavam em um veículo que estava claramente com a identificação de que era propriedade de um órgão de imprensa. De acordo com a emissora, os dois estavam viajando para investigar ataques de morteiros, após o anoitecer, na cidade de Bagdá. O jornalista Ali Al-Khatib teria morrido na manhã desta sexta-feira, em um hospital iraquiano. Um dos correspondentes da Al-Arabiya disse que o cinegrafista Ali Abdelaziz morreu na quinta-feira, no local do incidente, em um posto de controle no centro de Bagdá. 'Crime horrendo' Um porta-voz americano confirmou apenas que soldados atiraram em um iraquiano que não parou em um posto de controle. A emissora disse que o incidente foi um "crime horrendo" e exigiu uma investigação completa. "Com muita dor, recebemos a notícia da morte de nosso correspondente Ali Al-Khatib. Ele morreu em decorrência dos tiros na cabeça recebidos de forças americanas enquanto exercia suas funções", diz o comunicado que foi ao ar na emissora. Mohsin Abdel Hamid, membro do Conselho de Governo do Iraque, condenou as forças americanas e disse que o incidente foi uma "agressão clara". "Isso foi uma agressão clara das forças de ocupação à imprensa. Já havíamos dito que eles não têm o direito de matar as pessoas aleatoriamente nas ruas." Na sexta-feira, um porta-voz da emissora disse à agência de notícas Reuters que os dois mortos "receberam os tiros por trás, quando estavam indo embora, e não se aproximando do posto de controle". A Al-Arabiya nasceu há um ano para competir com a rede Al-Jazeera. A emissora conquistou credibilidade entre os árabes por sua cobertura da guerra do Iraque, mas recebeu críticas da coalizão liderada pelos Estados Unidos. |
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