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Atualizado às: 18 de março, 2004 - 02h27 GMT (23h27 Brasília)
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EUA afirmam que mortes em Bagdá chegam a 27
Explosão em hotel em Bagdá
Para correspondente da BBC, hotel pode ter sido 'alvo mais fácil'
Fontes militares americanas disseram que pelo menos 27 pessoas morreram em uma forte explosão que destruiu um hotel nesta quarta-feira na capital do Iraque, Bagdá.

De acordo com os militares, além dos mortos outras 45 pessoas ficaram feridas quando o Hotel Monte Líbano foi atingido pelo que teria sido um carro-bomba.

Um porta-voz do Ministério do Interior do Iraque desmentiu a estimativa de mortos dos Estados Unidos, dizendo que são apenas cinco as vítimas fatais.

Acredita-se que o ataque tenha sido planejado para atingir civis. "Não havia forças da coalizão (militar liderada pelos Estados Unidos, que ocupa o Iraque) operando na área no momento (da explosão), de forma que não foi a coalizão o alvo", disse um porta-voz militar americano.

Acredita-se que algumas das vítimas sejam estrangeiros - incluindo vários egípcios que teriam morrido e dois britânicos, que teriam ficado feridos.

Cratera

Tijolos, aparelhos de ar condicionado, móveis, fios e outros objetos do hotel foram lançados a centenas de metros de distância - refletindo a força da explosão, ocorrida por volta das 20h, hora local (14h, hora de Brasília).

A explosão também deixou uma cratera de cerca de sete metros de diâmetro e e 3,5 metros de profundidade na rua ao lado do hotel.

De acordo com a correspondente da BBC em Bagdá Caroline Hawley, com o forte esquema de segurança implantado ao redor dos maiores hotéis de Bagdá, um hotel menor, como o Monte Líbano, teria sido considerado um alvo mais fácil.

Hawley disse que, no momento da explosão, ela estava a cerca de um quilômetro do hotel - mas mesmo assim sentiu a necessidade de procurar um lugar para se proteger.

O vice-ministro do Interior do Iraque, Ahmed Kadhim, disse acredita que a explosão foi provocada por um projétil lançado contra o Monte Líbano.

Mas um militar americano disse que tal hipótese não tem fundamento.

"Tem que ter sido um carro-bomba - nenhum projétil poderia ter causado tamanha destruição", disse Heath Balick, da Primeira Divisão Blindada do Exército americano.

Cheney

Nos Estados Unidos, o vice-presidente, Dick Cheney, disse que os Estados Unidos "ainda têm trabalho para fazer no Iraque e nós vamos acompanhar sua conclusão".

"Nossas forças estão realizado trabalhos de busca de terroristas e seguidores do antigo regime que ainda permanecem (no Iraque). (...) O objetivo deles é impedir o surgimento da democracia, mas eles vão fracassar."

Antes, o Conselho de Governo Interino do Iraque anunciou que vai convidar uma equipe das Nações Unidas a voltar ao país e ajudar a preparar futuras eleições.

Um dos membros do Conselho, Ahmed Chalabi, disse que a ONU daria legitimidade ao processo político no país.

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