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Atualizado às: 16 de março, 2004 - 04h49 GMT (01h49 Brasília)
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Maioria no Iraque diz que vida melhorou
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Iraquianos manifestaram falta de segurança como preocupação
Uma pesquisa que ouviu mais de 2,5 mil iraquianos indica que cerca de 57% deles acham que suas vidas melhoraram depois do início da ofensiva militar que levou Saddam Hussein a ser afastado da Presidência do Iraque.

A pesquisa, encomendada pela BBC e outras empresas de comunicação, é um retrato da vida atual dos iraquianos, agora que se aproxima o primeiro aniversário do início da ofensiva liderada pelos Estados Unidos no país.

O levantamento, feito pelo instituto Oxford Research International, indica que os iraquianos estão bastante preocupados com aspectos práticos do dia-a-dia, como, por exemplo, a falta de segurança e de eletricidade e a recuperação da economia.

Mas a maioria deles, 70%, acreditam que as coisas estão indo bem em suas vidas, enquanto 29% acreditam que estão vivendo um mau momento.

Segurança

A falta de segurança é, segundo a pesquisa, uma grande preocupação dos iraquianos neste momento.

Recuperar e garantir a segurança no país é considerada a maior prioridade para 85% dos ouvidos, e apenas 15% deles querem que as tropas estrangeiras que estão no país saiam imediatamente.

Outras prioridades para os iraquianos seriam a realização de eleições (apontada como uma necessidade importante por 30%), garantir condições de vida decente para a maioria dos iraquianos (30%) e revitalizar a economia (28%).

Quanto à ofensiva de março do ano passado, 41% dos ouvidos acreditam que o Iraque foi "humilhado" pela invasão.

Líder

Diferentemente do estabelecido pela Constituição assinada na semana passada, que estabelece uma federação, os iraquianos ouvidos na pesquisa são a favor de um Estado forte e centralizado.

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Para 41% dos ouvidos, invasão do país foi humilhante

Quase 80% das pessoas se declararam a favor de um Estado forte, que mantenha o Iraque unido, e apenas 20% deles acham que o Iraque deve se tranformar num Estado islâmico.

No entanto, de acordo com Mustafa Alan, um estudioso do Royal United Services Institute, se o levantamento mostra, por um lado, que os iraquianos querem um líder forte, por outro não há sinais de que eles já o encontraram.

"A questáo principal é que os iraquianos estão no momento procurando por esse líder que possa salvar o dia", disse.

Um fator que pode causar preocupação para as autoridades americanas é o fato de algumas das figuras do governo interino no Iraque não contarem com apoio popular.

A pesquisa indica que Ahmed Chalabi, um dos mais conhecidos membros do governo interino, não conta com a simpatia da população no Iraque.


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