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Iraquianos discutem assinatura de constituição | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um grupo de representantes do Conselho de Governo interino do Iraque teve um encontro neste sábado com assessores do aiatolá Ali Al-Sistani, pata tentar acabar com o impasse que impediu, nesta sexta-feira, a assinatura de uma nova constituição para o país. O aiatolá, que é o mais alto líder religioso xiita no Iraque, teria feito objeções de última hora ao documento - o que teria feito com que cinco xiitas, membros do Conselho, não aparecessem para participar do evento de oficialização. Depois da reunião deste sábado, um representante xiita no Conselho, Mowaffaq Al-Rubaie, disse que ele espera que a nova constituição seja assinada na segunda-feira. Em sua mensagem semanal de rádio, o presidente americano, George W. Bush, ressaltou que os iraquianos estão dialogando e tendo um excelente progresso rumo à democracia. Divergências A constituição interina iraquiana estabelecerá as bases segundo as quais o Iraque será governado depois que a coalizão militar liderada pelos Estados Unidos deixar o país, em 30 de junho, e antes que um novo governo seja escolhido, em eleições previstas para o início de 2005.
Aparentemente, há divergências sobre dois elementos do esboço de constituição (chamado de Lei de Administração Transitória) que, até agora, não pareciam representar problemas. Os membros xiitas do Conselho de Governo iraquiano estariam pedindo a adoção de uma presidência coletiva que inclua três xiitas, um curdo e um muçulmano sunita. O documento atual prevê a indicação de um presidente e dois vices. Outro elemento que estaria deixando os xiitas insatisfeitos seriam os mecanismos por meio dos quais a Constituição poderia ser ratificada. Eles estariam querendo retirar salvaguardas que dariam direito de veto a grupos minoritários no Iraque.
O documento estabeleceria que dois terços dos eleitores em pelo menos três províncias iraquianas teriam força para vetar a constituição permanente, com a realização de um referendo. "Algumas dessas províncias têm apenas 400 mil ou 500 mil pessoas. Nós não podemos permitir que esse número de pessoas rejeite uma constituição para 25 milhões de pessoas", disse Hamed Al-Bayati, um representante do Conselho Supremo da Revolução Islâmica no Iraque, uma organização xiita. |
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