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Aiatolá teria feito objeções a constituição | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O mais alto líder religioso xiita no Iraque, o aiatolá Ali al-Sistani, deve ser consultado durante o fim-de-semana para que a constituição provisória do país seja assinada. Acredita-se que ele tenha feito objeções de última hora ao documento, que deveria ter sido oficializado na sexta-feira. A constituição deveria ter sido promulgada na sexta-feira, mas deve agora ser adiada até, pelo menos, a segunda-feira. Cinco muçulmanos xiitas, membros do Conselho, não apareceram para participar do evento de oficialização, exigindo que partes da nova constituição fossem revisadas. Coral A constituição interina iraquiana estabelece as bases segundo as quais o Iraque será governado depois que a coalizão militar liderada pelos Estados Unidos deixar o país, em 30 de junho, e antes que um novo governo seja escolhido, em eleições previstas para o início de 2005.
A cerimônia de assinatura - que teria a presença de músicos e até de um coral de crianças - foi cancelada de última hora. "Não haverá novidades nesta noite", disse um porta-voz do Conselho. "É possível que divulgemos algum tipo de declaração amanhã (sábado)." Horas antes do momento previsto para a assinatura, tiros de morteiro atingiram o aeroporto internacional de Bagdá, a principal base militar americana na cidade. Duas outras grandes explosões foram ouvidas na capital iraquiana, mas não há notícias de vítimas em nenhum desses incidentes. A assinatura havia inicialmente sido prevista para a quarta-feira, mas foi adiada por causa dos atentados ocorridos um dia antes nas cidades de Bagdá e Karbala, que deixaram cerca de 270 mortos. Poder de minorias
Aparentemente, há divergências sobre dois elementos do esboço de constituição (chamado de Lei de Administração Transitória) que, até agora, não pareciam representar problemas. Os membros xiitas do Conselho de Governo iraquiano estariam pedindo que a presidência coletiva inclua três xiitas, um curdo e um muçulmano sunita. O documento atual prevê a indicação de um presidente e dois vices. Outro elemento que estaria deixando os xiitas insatisfeitos seriam os mecanismos por meio dos quais a Constituição poderia ser ratificada. Eles estariam querendo retirar salvaguardas que dariam direito de veto a grupos minoritários no Iraque. O documento estabeleceria que dois terços dos eleitores em pelo menos três províncias iraquianas teriam força para vetar a constituição permanente, com a realização de um referendo. "Algumas dessas províncias têm apenas 400 mil ou 500 mil pessoas. Nós não podemos permitir que esse número de pessoas rejeite uma constituição para 25 milhões de pessoas", disse Hamed Al-Bayati, um representante do Conselho Supremo da Revolução Islâmica no Iraque, uma organização xiita. |
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