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EUA prometem US$ 60 mi para reforçar fronteiras no Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os Estados Unidos anunciaram um programa de US$ 60 milhões (cerca de R$ 173 milhões) para reforçar a segurança nas fronteiras do Iraque e evitar a entrada de militantes estrangeiros no país. O chefe da administração americana no Iraque, Paul Bremer, afirmou que milhares de guardas de fronteira, apoiados por centenas de veículos militares, serão mobilizados. "Há 8 mil policiais de fronteira em atividade hoje e mais estão a caminho. Estamos adicionando centenas de veículos e dobrando a equipe de policiais em algumas áreas", disse Bremer. "Os Estados Unidos garantiram US$ 60 milhões para auxiliar a segurança nas fronteiras", acrescentou o administrador americano em resposta às críticas contra as autoridades da coalizão liderada pelos Estados Unidos por não ter evitado os atentados contra xiitas, que deixaram 271 mortos nas cidades iraquianas de Karbala e Bagdá na última terça-feira. Paul Wood, correspondente da BBC em Bagdá, afirma que aumentar a segurança nas fronteiras do Iraque não será uma tarefa fácil para os Estados Unidos. De acordo com o correspondente, o território a ser coberto é de milhares de quilômetros, entre desertos e montanhas com caminhos secretos criados por contrabandistas e trilhas utilizadas por diversas gerações de beduínos. Conflito sectário Na quarta-feira, Paul Bremer disse que os mais recentes atentados no Iraque tiveram claramente o objetivo de criar um conflito sectário entre as comunidades xiitas e sunitas. Depois das explosões em Karbala, 15 pessoas foram presas, incluindo cinco suspeitos identificados como iranianos. As autoridades americanas afirmam que boa parte dos ataques no Iraque são realizados por militantes que chegam de outros países da região. O general John Abizaid, principal comandante das forças americanas no Iraque e no Oriente Médio, disse acreditar que Abu Mussab Al-Zarqawi, identificado como um membro jordaniano da organização Al-Qaeda, esteja por trás dos atentados de terça-feira. "Nós temos informações claras que ligam Zarqawi a esses ataques", disse Abizaid ao Comitê das Forças Armadas do Congresso americano. "O nível de organização e o desejo de causar vítimas entre religiosos inocentes é uma marca clara da rede de Zarqawi", acrescentou o general. Em Londres, o jornal árabe Al-Quds Al-Arabi recebeu uma carta assinada pelas Brigadas Abu Hafs Al-Masri, grupo apontado como uma organização ligada à Al-Qaeda. De acordo com jornalistas do Al-Quds Al-Arabi, a carta, em que o grupo nega qualquer envolvimento com o ataque, é verdadeira. |
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