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Atualizado às: 03 de março, 2004 - 22h53 GMT (19h53 Brasília)
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EUA culpam Al-Qaeda por mortes no Iraque
Funeral no Iraque
Os xiitas acusam os Estados Unidos de não os protegerem
Os Estados Unidos dizem que têm evidências ligando um suposto membro da Al-Qaeda aos ataques de terça-feira no Iraque que mataram 271 pessoas.

O comandante americano no Iraque, general John Abizaid, acusou Abu Musab al-Zarqawi num depoimento ao Congresso, em Washington.

Uma suposta carta da Al-Qaeda negou qualquer envolvimento.

As explosões marcaram o dia mais sangrento do Iraque desde o fim da guerra.

Antigo regime

“Temos informações claras que ligam Zarqawi a este ataque”, disse o general John Abizaid ao Comitê dos Serviços Armados da Câmara dos Representantes.

O chefe do Comando Central dos Estados Unidos não deu quaisquer detalhes do papel desempenhado nos ataques pelo suspeito de naturalidade jordana.

“O nível de organização e o desejo de causar baixas entre crentes inocentes é um marca clara da rede de Zarqawi”, disse o general Abizaid.

“Também temos informações que mostram que há algumas ligações entre Zarqawi e elementos do antigo regime, particularmente dos serviços secretos iraquianos”, acrescentou.

Fontes oficiais dos Estados Unidos dizem que uma carta de Zarqawi exortando a ataques contra muçulmanos xiitas foi interceptada no mês passado.

Em Londres, jornalistas no jornal al-Quds al-Arabi, que receberam uma carta assinada por um grupo supostamente ligado à Al-Qaeda – as Brigadas Abu Hafs al-Masri – disseram que acreditavam que o documento, negando responsabilidade, era genuíno.

Luto

Três dias de luto nacional estão sendo observados no Iraque onde milhares de pessoas participaram dos primeiros funerais.

Quinze pessoas foram presas em Karbala depois das explosões, incluindo cinco pessoas que se acredita serem iranianos.

O chefe da administração dos Estados Unidos no Iraque, Paul Bremer, disse que novas medidas serão tomadas para aumentar a segurança nas fronteiras do Iraque.

Bremer disse que milhares de guardas, apoiados por centenas de veículos, serão destacados.

Um dia depois dos ataques, o número de mortos subiu, embora haja uma discrepância entre os números dados pelos iraquianos e pelos funcionários dos Estados Unidos.

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 O nível de organização e o desejo de causar baixas entre crentes inocentes é um marca clara da rede de Zarqawi
Gen. John Abizaid

“O número de mortos das duas cidades esta tarde era de 271”, disse em uma entrevista coletiva em Bagdá o presidente do Conselho Governativo iraquiano, Mohammed Bahar al-Uluom.

Fontes oficiais dos Estados Unidos tinham anunciado anteriormente 117 vítimas fatais.

Dezenas de milhares de pessoas participaram nos funerais em Bagdá e Karbala.

Gritando “Deus é grande”, as pessoas em Karbala transportaram os caixões cobertos com folhas de palmeira e bandeiras iraquianas.

Um clérigo xiita de alto nível, aiatolá al-Sistami, criticou os Estados Unidos pela segurança inadequada das fronteiras do país contra atacantes estrangeiros.

Um representante americano disse que os terroristas teriam atravessado para o Iraque com peregrinos iranianos planejando celebrar a Ashura – a comemoração da morte do imã Hussein em 680.

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