|
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Ministros finalizam acordo entre Mercosul e Comunidade Andina
Um dia antes da reunião do Conselho e dos presidentes do Mercosul, os ministros das Relações Exteriores do Mercosul e da Comunidade Andina (CAN) tentam finalizar, neste domingo em Montevidéu, no Uruguai, um acordo de livre comércio entre os dois blocos. Os membros do Mercosul são Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, além de Chile e Bolívia como países associados. A CAN é formada por Bolívia, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela. O Peru, que assinou um acordo de livre comércio com o Mercosul em agosto, já disse que gostaria de se tornar membro associado do bloco. O governo brasileiro gostaria que o acordo fosse anunciado numa reunião com a presença dos presidentes dos dois blocos, na quarta-feira, mas o Uruguai, que detém a presidência do Mercosul neste segundo semestre e é o anfitrião do encontro, não convidou os presidentes da Comunidade Andina. Apesar disso, o Itamaraty continua trabalhando para que o acordo seja fechado e anunciado durante a reunião de cúpula, mesmo que tenha que ser assinado pelos ministros. Má vontade Nos bastidores, fala-se de má vontade do governo uruguaio com o acordo, já que o governo de Montevidéu preferiria investir em acordos comerciais com os Estados Unidos. “Como o que eles compram de nós é uma proporção muito pequena do total, eles podem nos oferecer condições melhores de acesso ao mercado em troca da posição estratégica na região”, disse um grande empresário uruguaio sobre a postura do governo em relação aos Estados Unidos. Economistas importantes como Ernesto Talvi, presidente do Centro de Estudos da Realidade Econômica e Social (Ceres), consideram o Mercosul negativo para o Uruguai. Talvi diz que o bloco tinha perspectivas promissoras, que acabaram não se concretizando e que a associação acabou virando um fardo para o Uruguai, impedindo-o de negociar com outros países, como faz o Chile. A dependência econômica do Brasil e da Argentina custou ao Uruguai um crise que fez o PIB do país recuar quase 11% no ano passado. Parceiros preferenciais Outros futuros parceiros preferenciais do Mercosul foram convidados para a reunião. Devem avançar também, durante a reunião do Mercosul, as negociações para o acordo de livre comércio do bloco com a União Européia. O comissário de Comércio da UE, Pascal Lamy, participa do encontro. Antes, ele foi a Buenos Aires, já que a Argentina terá a presidência rotativa do Mercosul no próximo semestre. Se tudo correr de acordo com o cronograma, o acordo entre os dois blocos será assinado em outubro do próximo ano, antes da data-limite para o fim das negociações para a criação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca). Outro convidado especial é o presidente de Angola, José Eduardo dos Santos. As exportações do bloco para o país africano ainda são pequenas, mas há grandes possibilidades com o fim da guerra em Angola e o início da reconstrução da infra-estrutura do país. Também participam os presidentes dos órgãos de financiamentos – Corporação Andina de Fomento (CAF) e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o ministro das Relações Exteriores da Rússia. Além do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, participam da reunião os ministros do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Luiz Fernando Furlan, da Fazenda, Antônio Palocci, e da Agricultura, Roberto Rodrigues. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, só chega a Montevidéu na segunda-feira à noite, e fica na cidade até o meio da tarde do dia seguinte. |
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||