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Sindicatos querem livre trânsito de mão-de-obra no Mercosul
A Coordenadora de Centrais Sindicais do Cone Sul vai entregar nesta terça-feira uma carta aos presidentes dos países do Mercosul, reunidos em Montevidéu, pedindo uma maior integração "social, econômica e política" entre os países do bloco. "Queremos que o Mercosul seja mais do que uma união aduaneira", disse o secretário de Relações Internacionais da Central Única dos Trabalhadores (CUT), João Vaccari Neto. Segundo ele, o que se quer é uma "integração real, inclusive com o livre trânsito dos trabalhadores entre os países". A possibilidade foi um dos assuntos discutidos nas reuniões preparatórias à cúpula. No entanto, a proposta que está sendo avaliada, que prevê a autorização para contratar até 30% de cidadãos de outros países do bloco, não foi aprovada pelo Ministério do Trabalho brasileiro. Objetivo 2006 A Coordenadora é formada pelas principais centrais sindicais do Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile e Bolívia. O órgão também realizou uma reunião em Montevidéu, que acabou nesta sexta-feira, reunindo cerca de mil sindicalistas para debater as questões que afetam trabalhadores e consumidores da região. Na carta a ser entregue aos presidentes, eles pedem mais atenção à educação e ao emprego e a criação de um programa para correção das desigualdades que existem no Mercosul. Os sindicalistas também apóiam o Objetivo 2006, o documento que, proposto pelo Brasil, foi adotado na última reunião, em junho, como base das negociações do Mercosul a partir de agora. "O objetivo 2006 aborda vários temas que já foram propostos pela CUT em outros documentos", diz o secretário-geral da Coordenadora de Centrais Sindicais do Cone Sul e dirigente da CUT, Rafael Freire Neto. A Coordenadora concorda com o governo brasileiro, que defende a ampliação e o fortalecimento do Mercosul como forma de enfrentar a poderio dos Estados Unidos. "Se o Mercosul avança na América do Sul é óbvio que a nossa capacidade de pressão aumenta", diz Freire Neto. |
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