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EUA cogitam reabrir 'discussões limitadas' com o Irã
O vice-secretário de Estado dos Estados Unidos, Richard Armitage, afirmou na terça-feira que o seu país está disposto a retomar discussões limitadas com o Irã, embora ainda não esteja pronto para normalizar as relações diplomáticas. As reuniões poderiam tratar de questões como o Iraque e o tráfico de drogas, afirmou Armitage em discurso ao Congresso americano. "Estamos prontos para nos envolver em discussões limitadas com o governo do Irã sobre áreas de interesse mútuo, como for apropriado", disse o vice-secretário. A decisão foi tomada depois de o governo iraniano ter anunciado várias iniciativas para diminuir as desconfianças de que o país estaria construindo uma bomba nuclear. "Ainda não estamos participando de nenhum diálogo amplo visando a reestabelecer as relações diplomáticas." Multilateral Armitage indicou que os diálogos não seriam realizados somente entre as duas partes, mas sim, em algum foro multilateral, como as Nações Unidas. O correspondente da BBC no Departamento de Estado, Jon Leyne, afirmou que a política americana em relação ao Irã é uma das questões mais discutidas em Washington, e que o anúncio de Armitage não deve encerrar o assunto. O governo iraniano ainda não reagiu à notícia. Armitage disse ainda que o Irã está sonegando informações sobre suspeitos integrantes da rede Al-Qaeda em seu território. "Apesar de declarações públicas de que eles vão colaborar com outros países, os iranianos têm recusado repetidos pedidos para que repassem ou dividam informações de inteligência que teriam sobre integrantes da Al-Qaeda e líderes que eles alegam manter em custódia", disse o vice-secretário.
Para Armitage, a resolução dessa questão seria um importante passo rumo à restauração das relações entre os dois países. "Não podemos progredir sem esse passo." O governo iraniano afirmou no domingo ter repassado ao Conselho de Segurança os nomes dos supostos integrantes da Al-Qaeda extraditados, mas não forneceu detalhes sobre militantes ainda presos. O governo de Washington ignorou o anúncio, afirmando que os suspeitos deveriam ser extraditados para os Estados Unidos, para os seus países de origem ou para outros países. O Irã sustenta que os suspeitos cometeram crimes no país e que, por isso, têm que ser julgados pela Justiça iraniana. O país concordou neste mês em suspender o seu programa de enriquecimento de urânio e afirmou que vai assinar um protocolo que abre caminho para rigorosas inspeções da ONU em suas instalações nucleares. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) havia fixado o prazo de 31 de outubro para que o Irã comprovasse que não está tentando construir armas nucleares. Com isso, o governo iraniano vai se juntar aos outros 80 signatários do protocolo e as instalações nucleares do país estarão sujeitas a inspeções repentinas realizadas pela agência da ONU. As autoridades iranianas afirmaram ainda que vão atender a um pedido da AIEA e vão suspender todas as atividades ligadas ao enriquecimento de urânio e ao reprocessamento de urânio combustível. |
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