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Argentina ordena prisão de 8 iranianos por atentado
O juiz argentino Juan José Galeano emitiu uma ordem de prisão nacional e internacional contra oito funcionários da embaixada iraniana em Buenos Aires, que teriam envolvimento no atentado a bomba contra a Associação Mutual Israelita Argentina (Amia), em 1994, que matou 85 pessoas. A resolução do juiz se soma a um pedido emitido em janeiro de prisão de cinco diplomatas iranianos, abrindo um novo capítulo na busca da chamada "conexão internacional" do atentado contra a Amia. Na lista dos procurados está o então embaixador do Irã em Buenos Aires, Haidi Soleimanpour, na ocasião do atentado. Segundo a Justiça e o governo argentino, a organização Hezbollah seria a responsável pela execução do ataque, o pior na história do país. Responsabilidade O Irã sempre negou as acusações. Para José Hercman, presidente da Delegação de Associações Israelitas, a ação da Justiça é decisiva. "As ordens de captura são um passo importante, pois está se pondo o branco no preto a responsabilidade do governo do Irã. Mas a negativa iraniana de colaborar com as investigações vai dificultar que esses funcionários venham ao país e compareçam diante ao juiz”, disse Hercman à BBC. O juiz Galeano também acusou o Irã de não colaborar agora que, segundo o juiz, há indícios suficientes "de que a atividade e presença destes funcionários em território argentino obedece a suas supostas participações na realização do atentado". A embaixada do Irã na capital argentina negou as acusações do juiz Galeano. "O Irã rechaça as acusações e crê que o cenário projetado pelo sionismo internacional tem como objetivo impressionar e manipular a nação argentina", disse o Irã em um comunicado. |
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