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Atualizado às: 16 de setembro, 2003 - 13h29 GMT (10h29 Brasília)
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Iraniana diz que costumes não afetam a vaidade

Mulher muçulmana usa véu cor-de-rosa
Mulheres muçulmanas não precisam usar apenas véu preto

Depois das restrições impostas pela Revolução Islâmica de 1979 no Irã, as mulheres iranianas têm nos últimos anos aumentado sua participação em vários setores da sociedade.

A dona-de-casa Poopak Berimani, de 34 anos e mãe de um filho, diz que no Irã de hoje as mulheres são livres e que ela leva uma vida normal. Beriamni vai às compras depois de levar o filho à escola, usa maquiagem, pinta as unhas e vai ao salão de beleza de duas a três vezes por mês.

"Faço tudo, pinto os cabelos, faço luzes, manicure e depilação", afirma, lembrando que a obrigação do uso do chador (túnica preta) não a impede de cuidar da aparência.

Berimani, que vive na capital iraniana, Teerã, Ela diz que hoje em dia as mulheres não precisam mais cobrir totalmente a cabeça e podem mostrar os cabelos, contanto que estes estejam, pelo menos um pouco cobertos.

Calça comprida

No verão ela conta que muitas mulheres usam shorts e no inverno calças compridas, principalmente jeans. Ela acrescenta que adora se vestir bem e sentir-se elegante.

Berimani gosta também de sair para comprar roupas, como blusas, calças e saias, "não necessariamente compridas". "Podem ser acimado joelho."

Ela não tem amigos homens por escolha própria, devido à sua condição de casada. Mas ela tem contato freqüente com um faxineiro que limpa sua casa uma vez por semana.

"No Irã, nós preferimos que os serventes sejam homens, porque eles são mais fortes fisicamente do que as mulheres e podem limpar bem as janelas e tapetes" afirma. "Não preciso cobrir o cabelo, e podemos nos sentar a mesa e comer o almoço juntos."

No Irã de hoje, as mulheres não precisam ficar separadas dos homens publicamente e é comum ver amigos de ambos os sexos passeando pelas ruas, em cinemas e cafés.

Os velhos chadores pretos ou em cores sombrias estão cedendo gradualmente aos mais modernos, em diferentes tonalidades

Poopak Berimani não acredita que sua vida seja muito diferente de uma dona-de-casa ocidental.

"Eu posso fazer o que eu quero, tenho bastante tempo livre e posso usá-lo para qualquer coisa."

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