|
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Ex-embaixador iraniano é preso na Grã-Bretanha
Hadi Soleimanpour, ex-embaixador iraniano na Argentina, procurado pela polícia em conexão com um ataque a bomba a um centro cultural judaico em Buenos Aires, em 1994, foi preso na Grã-Bretanha. Soleimanpour deve comparecer a um tribunal na capital britânica, Londres, na sexta-feira. Magistrados decidirão se extraditam ou não o ex-embaixador para a Argentina, onde ele enfrentará acusações por conspiração em relação ao ataque, no qual 85 pessoas foram mortas. O serviço de inteligência argentino acredita há algum tempo que o Irã esteve por trás do atentado realizado com um carro-bomba. A acusação foi repetidamente refutada pelas autoridades iranianas. Tensão com Teerã Soleimanpour foi detido no norte da Inglaterra, onde ele trabalha como pesquisador assistente na Universidade de Durham. "Isso é extremamente importante, porque é a primeira prisão a partir de pistas internacionais relacionadas a este caso e, a partir daí, poderemos fazer progressos sobre como o ataque foi organizado" disse Marta Nercellas, uma advogada da Federação das Associações Judaicas da Argentina. O pedido de extradição de Soleimanpour foi um dos oito feitos pelo juiz argentino Juan José Galeano contra cidadãos iranianos, na semana passada. Pedidos similares feitos em março, contra quatro diplomatas iranianos, causaram tensão entre Buenos Aires e Teerã. O centro comunitário judaico que foi alvo da explosão era o principal do gênero na Argentina, país que tem a maior população de judeus na América Latina. No mês passado, o presidente argentino, Néstor Kirchner, disse que a falta de progresso no caso era uma "desgraça nacional" e prometeu submeter os responsáveis à ação da Justiça. |
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||