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ONU condena construção de 'muro' na Cisjordânia
A Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou com folga nesta terça-feira uma resolução que exige a suspensão imediata da construção da barreira que divide terras palestinas na Cisjordânia. O documento – que considera a construção de Israel ilegal perante as leis internacionais – também prevê a remoção dos trechos prontos do muro. No entanto, a exigência dos países árabes de que o assunto fosse levado a julgamento na Corte Internacional de Justiça, em Haia, não foi aprovada. Os Estados Unidos e a União Européia (UE) criticaram esse ponto por acreditar que ele politizaria o papel da ONU, se incluído na resolução. A versão aprovada combina dois textos apresentados anteriormente e pede que o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, apresente um relatório sobre o cumprimento da resolução por parte de Israel dentro de um mês. Enquanto isso, representantes da Rússia na ONU afirmaram ter divulgado uma nova proposta de resolução do Conselho de Segurança pedindo a que ambas as partes no conflito entre Israel e os palestinos cumpra as suas obrigações previstas no plano de paz proposto pelos Estados Unidos e aprovado pela comunidade internacional. Ainda na terça-feira, Kieran Pendergast, um funcionário do alto escalão da ONU pediu a Israel para desistir do muro. Pressa Pendergast disse que a barreira – composta por muros, cercas e fossos – afetaria as vidas de dezenas de milhares de palestinos. Na segunda-feira, o premiê israelense prometeu apressar a construção da cerca. Pendergast, subsecretário-geral da ONU para Assuntos Políticos, disse que a barreira é um ponto baixo no processo de paz, depois dos ataques suicidas mais recentes e das operações israelenses de retaliação. "Não podemos continuar a nos arrastar de crise para crise", afirmou, pedindo o fim de "um ciclo de violência, vingança e escalada." Na abertura da sessão de segunda-feira no Parlamento israelense, o primeiro-ministro Ariel Sharon disse que apressaria a construção do muro. "A cerca é a melhor forma de combater o terrorismo", afirmou Sharon, dizendo que ela não se transformará em uma "barreira política". Analistas dizem que a resolução apresentada à Assembléia Geral tem boas chances de ser aprovada, já que os Estados Unidos não têm poder de veto. No entanto, as resoluções da instituição têm apenas um valor simbólico, já que não são reconhecidas legalmente, diferentemente das do Conselho de Segurança. |
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