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Atualizado às: 22 de outubro, 2003 - 02h13 GMT (00h13 Brasília)
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UE busca acordo na ONU sobre 'muro' de Israel
A barreira na Cisjordânia
O governo de Israel acredita que a barreira vai impedir o terrorismo

Representantes da União Européia (UE) estão tentando articular um acordo sobre a exigência dos países árabes de suspender a construção da barreira de segurança na Cisjordânia.

Os europeus querem incluir emendas em duas resoluções da Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) para retirar a exigência de que o assunto seja levado à Corte Internacional de Justiça.

A UE aparenta estar apoiando o argumento americano de que um pedido de apreciação legal dessa questão vai politizar o papel da ONU.

A Assembléia deve votar a questão ainda nesta terça-feira.

Enquanto isso, representantes da Rússia na ONU afirmaram ter divulgado uma nova proposta de resolução do Conselho de Segurança pedindo a que ambas as partes no conflito entre Israel e os palestinos cumpra as suas obrigações previstas no plano de paz proposto pelos Estados Unidos e aprovado pela comunidade internacional.

Ainda na terça-feira, Kieran Pendergast, um funcionário do alto escalão da ONU pediu a Israel para desistir do muro.

Pressa

Pendergast disse que a barreira – composta por muros, cercas e fossos – afetaria as vidas de dezenas de milhares de palestinos.

Na segunda-feira, o premiê israelense prometeu apressar a construção da cerca.

Pendergast, subsecretário-geral da ONU para Assuntos Políticos, disse que a barreira é um ponto baixo no processo de paz, depois dos ataques suicidas mais recentes e das operações israelenses de retaliação.

"Não podemos continuar a nos arrastar de crise para crise", afirmou, pedindo o fim de "um ciclo de violência, vingança e escalada."

Na abertura da sessão de segunda-feira no Parlamento israelense, o primeiro-ministro Ariel Sharon disse que apressaria a construção do muro.

"A cerca é a melhor forma de combater o terrorismo", afirmou Sharon, dizendo que ela não se transformará em uma "barreira política".

Analistas dizem que a resolução apresentada à Assembléia Geral tem boas chances de ser aprovada, já que os Estados Unidos não têm poder de veto.

No entanto, as resoluções da instituição têm apenas um valor simbólico, já que não são reconhecidas legalmente, diferentemente das do Conselho de Segurança.

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