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Bush faz apelo para Autoridade Palestina combater militantes
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, fez novo apelo para a Autoridade Palestina reprimir os grupos militantes palestinos. Nesta quarta-feira, um comboio americano foi atingido por uma grande explosão na Faixa de Gaza, matando três funcionários da embaixada americana em Israel. Bush atribuiu o ataque ao "fracasso da Autoridade Palestina de criar forças de segurança eficientes dedicadas a combater o terror", além de culpar o líder palestino Yasser Arafat. A Organização das Nações Unidas e a União Européia também pediram uma reação imediata da Autoridade Palestina. O comboio com os funcionários da embaixada americana tinha acabado de entrar na Faixa de Gaza quando foi atingido pelo que se acredita ser uma bomba detonada por controle remoto. Os funcionários iriam entrevistar candidatos a uma bolsa de estudos nos Estados Unidos. Dois dos principais grupos militantes palestinos, o Hamas e o Jihad Islâmico, negaram envolvimento no ataque. Simpatia por Israel Agentes do FBI, a polícia federal americana, estão a caminho da Faixa de Gaza para investigar o incidente, depois do qual todos os cidadãos americanos foram aconselhados a sair da região. Para o correspondente da BBC em Washington, Adam Brooks, a notícia da morte de americanos deve aumentar a simpatia dos americanos em relação a Israel e pela política "linha-dura" do primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon. "Está cada vez mais e mais difícil para os americanos agirem como moderadores no processo de paz no Oriente Médio", disse Brooks. Em um discurso realizado nesta quarta-feira, Bush prometeu trabalhar junto com "as devidas autoridades" para fazer justiça às vítimas do ataque em Gaza. "Este é mais um exemplo de como os terroristas são inimigos do progresso e das oportunidades para o povo palestino", disse o presidente americano. "As autoridades palestinas deveriam ter agido há muito tempo para combater o terrorismo em todas as suas formas." "Deveria haver no poder um primeiro-ministro que controle todas as forças palestinas – reformas que continuam a ser impedidas por Yasser Arafat", prosseguiu Bush. "O fracasso em promover essas reformas e desmantelar as organizações terroristas constituem o maior obstáculo ao sonho do povo palestino de ter um Estado", disse.
Esta foi a primeira vez que funcionários do governo americano foram mortos nos três anos da Intifada. 'Ampliação' O líder palestino Yasser Arafat condenou o que chamou de "crime horrível" e organizou uma comissão de inquérito. O enviado da ONU para o Oriente Médio, Terje Roed-Larsenm descreveu o ocorrido como uma "ameaçadora ampliação do conflito". O ministro do Exterior de Israel, Silvan Shalom, afirmou que o ataque mostrou que a Autoridade Palestina "continua a acobertar organizações extremistas". A explosão ocorreu apenas horas depois que os Estados Unidos – o mais próximo aliado de Israel – vetaram uma resolução do Conselho de Segurança da ONU condenando a construção de um muro por Israel na Cisjordânia. A proposta, apresentada por países árabes, declarava que a construção do muro é ilegal segundo as leis internacionais e deve ser interrompida. |
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