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Tanques de Israel invadem campo na Faixa de Gaza
Dezenas de tanques israelenses voltaram a invadir o campo de refugiados de Rafah, no sul da Faixa de Gaza, em uma continuação da operação iniciada na sexta-feira. Testemunhas palestinas afirmam ter visto duas colunas de tanques entrarem no campo por volta das 4h00 (23h00 de segunda-feira, no horário de Brasília) e se dirigirem a um local diferente do atacado na sexta-feira. Fontes militares israelenses confirmaram a realização da operação, esclarecendo tratar-se de uma continuação da incursão anterior, que teria o objetivo de descobrir túneis que seriam usados por militantes para contrabandear armas do Egito. Na primeira operação, oito palestinos – entre eles dois meninos de 8 anos e um de 15 – foram mortos, de acordo com funcionários de um hospital. A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que cerca de 1,5 mil palestinos tenham ficado desabrigados por causa da operação israelense do fim de semana, batizada com o codinome Operação Canal Raiz. 'Terremoto' Peter Hansen, comissário-geral da Agência da ONU de Ajuda aos Palestinos (Unrwa, na sigla em inglês), que foi ao campo densamente populado para avaliar os estragos, afirmou que a impressão que teve foi de que a região poderia ter sofrido um forte terremoto, que deixou até 120 casas destruídas. No entanto, um porta-voz do Exército israelense precisou os estragos como "várias casas" destruídas, já que os militares teriam atacado apenas construções usadas por militantes. "Muitas, muitas casas, talvez até 120 foram completamente demolidas. Seriam os lares de 250 a 300 famílias", disse Peter Hansen. "Se você multiplicar isso pela estrutura familiar, estamos falando de muitíssimas pessoas, talvez até 1,5 mil, que ficaram sem teto." A agência de Hansen ainda não completou o relatório sobre os estragos feitos durante a operação. O Exército de Israel afirmou ter descoberto três túneis no campo, mas não apreendeu nenhuma arma até o momento. Mudança Os correspondentes no local afirmam que a operação marca uma mudança na estratégia que vinha sendo aplicada por Israel até então, de pequenas incursões às áreas controladas pelos palestinos. O governo de Israel defendeu as operações, dizendo que material de inteligência confirmou que os palestinos estariam tentando contrabandear bazucas do Egito que poderiam ser usadas contra tanques, aviões de caça e helicópteros. "Se formos bem-sucedidos e destruírmos a maioria dos túneis, oxalá todos eles, por algum tempo eles não serão usados e não existirá contrabando desse tipo", disse o porta-voz do governo israelense, Zalman Shoval. O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, condenou a matança de civis durante a operação de sexta-feira. |
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