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Ação de Israel deixa 1,5 mil palestinos sem casa, diz ONU
Cerca de 1,5 mil palestinos ficaram desabrigados em uma ação de Israel no campo de refugiados de Rafah, na Faixa de Gaza, segundo estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU) O chefe da agência da ONU para refugiados palestinos, Peter Hansen, disse que, ao fim de dois dias de operações israelenses, Rafah parece ter sido atingido por um terremoto. Pelo menos 120 casas teriam sido completamente demolidas. Além da destruição, oito palestinos foram mortos e 50 ficaram feridos na ação, que segundo Israel, tinha o objetivo de destruir túneis usados por militantes para contrabandear armas pela fronteira com o Egito. Segundo fontes palestinas, a ação militar - que contou com dezenas de tropas, tanques e helicópteros de guerra - também danificou o fornecimento de água e luz aos moradores do campo. Israel, no entanto, alega que suas tropas só atacaram prédios usados por grupos militantes palestinos. 'Atividade contínua' Embora tenha retirado 40 tanques de Rafah no sábado à noite, o Exército israelense deixou claro que pretende realizar outras incursões desse tipo. "Algumas forças estão saindo, mas a atividade é contínua, há forças ainda lá e vamos continuar enquanto houver contrabando de armas", afirmou um oficial israelense à agência de notícias France Presse. Israel diz ter descoberto três túneis no campo de Rafah, mas até agora nenhuma arma foi encontrada. Segundo analistas, a ação em Rafah mostra uma mudança nas táticas israelenses de fazer incursões rápidas nos territórios palestinos. Israel alega que informações do serviço de inteligência mostravam que militantes palestinos estavam tentando contrabandear mísseis do Egito, que poderiam ser usados contra tanques, helicópteros e aviões de combate. "Se obtivermos sucesso... destruindo a maior parte dos túneis, de preferência todos eles, por algum tempo eles não serão usados e Israel não vai ter que se preocupar com este tipo de contrabando", disse o porta-voz do governo israelense Zalman Shoval ao programa World Today, da BBC. Condenação O secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, condenou o assassinato de palestinos durante a incursão. "Não é a primeira vez que o secretário-geral lembra Israel que o uso desproporcional da força em áreas densamente povoadas não está de acordo com as leis internacionais", disse Annan em um comunicado. Ele pediu que os dois lados "tomem medidas para evitar danos a civis inocentes". Um assessor do presidente da Autoridade Palestina Yasser Arafat também condenou a ação. "Esta escalada israelense ameaça não só o processo de paz, como toda a região", afirmou Nabil Abu Rudeina. |
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