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Atualizado às: 21 de outubro, 2003 - 18h49 GMT (16h49 Brasília)
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Ministros de Israel criticam ataques contra palestinos
Funeral de palestino morto em ataque aéreo israelense
Aumenta apoio de palestinos a militantes radicais

Os ataques aéreos de Israel à Faixa de Gaza, que mataram pelo menos dez pessoas na segunda-feira, a maioria civis, geraram raras críticas dentro do governo israelense.

O ministro do Interior de Israel, Avraham Poraz, disse que o Exército israelense não deveria realizar o que chamou de assassinatos em massa para atingir dois ou três terroristas.

O ministro da Infra-estrutura, Yosef Paritsky, pediu ao governo que peça desculpas e indenize as vítimas.

Acredita-se que os ataques aéreos de segunda-feira teriam sido motivados por ataques palestinos contra uma cidade próxima à fronteira com a Faixa de Gaza.

Os foguetes lançados no ataque palestino são considerados armas primitivas que não causam muitos danos, mas Israel as encara como uma ameaça estratégica que não pode ser tolerada.

O Exército israelense diz que tinha como alvo líderes de grupos militantes islâmicos radicais e depósitos de armas.

Milhares de pessoas compareceram aos funerais de sete dos mortos nos ataques, que deixaram ainda cerca de cem feridos.

Governo

Os ataques da segunda-feira ocorreram no momento em que o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, fazia um discurso no Parlamento em que prometia continuar investindo contra os militantes se a Autoridade Palestina não o fizer.

Avraham Poraz disse que preferia ver os militantes islâmicos radicais escaparem do que assassinatos em massa.

Yosef Paritzky afirmou: "Nós não estamos em guerra com a população palestina".

Mas alguns comentaristas colocam isso em dúvida.

"É concebível que alguém no nosso lado tenha decidido que toda a sociedade palestina é alvo?", perguntou Alex Fishman, comentarista de assuntos militares em artigo no jornal Yedioth Ahronoth, em hebreu.

Outro comentarista do setor, Shmuel Bar, disse ao jornal Jerusalem Post que os ataques têm o objetivo de criar um "inferno" para os palestinos, com a intenção de voltar a opinião pública palestina contra os comandantes islâmicos que buscam refúgio entre a sociedade palestina.

A correspondente da BBC em Jerusalém, Barbara Plett, disse que, se essa é a estratégia, até agora ela fracassou.

Pesquisas de opinião sugerem que, ao longo de três anos de revolta palestina, a popularidade do movimento de resistência islâmica Hamas aumentou em 60%.

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