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Israel vai acelerar construção de muro na Cisjordânia
O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, prometeu intensificar a construção de um polêmico muro de segurança que deve separar Israel dos territórios palestinos na Cisjordânia. Ao abrir a sessão do Parlamento israelense, o Knesset, nesta segunda-feira, Sharon disse que o muro (que em algumas áreas toma a forma de uma cerca) terá sua construção concluída em um ano. O muro deve englobar áreas em volta de Jerusalém. "Este muro é a melhor forma de evitar terrorismo", disse Sharon, acrescentando que a barreira criticada internacionalmente "não é uma fronteira política". Arafat Sharon afirmou ainda que haverá um avanço nos esforços de paz nos próximos meses, mas não especificou que avanço seria esse. Mas, ao mesmo tempo, as forças israelenses vão continuar a confrontar o "terrorismo" palestino, disse Sharon poucas horas depois que uma série de ataques aéreos israelenses na Cidade de Gaza matou pelo menos três palestinos e deixou 24 feridos. Segundo a agência de notícias Reuters, Sharon qualificou o presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, como o maior obstáculo para a paz no Oriente Médio e disse que Israel está determinado a "removê-lo" da cena política. O gabinete israelense decidiu no mês passado retirar Arafat da região, mas não disse quando nem como. Em seu discurso no Knesset, Sharon disse que "não se pode desviar do plano de paz". "Qualquer desvio vai aliviar os palestinos da responsabilidade que eles mesmos assumiram ... de erradicar o terrorismo. Qualquer desvio só vai incentivar organizações terroristas", afirmou o primeiro-ministro israelense. Ataques em Gaza Nesta manhã, caças F-16 atacaram a área de Shajaiya, no leste da Cidade de Gaza. Um prédio de dois andares, que pertenceria a uma família com fortes ligações com o grupo militante islâmico Hamas, foi destruído. Equipes de resgate palestinas disseram que pelo menos 14 pessoas – entre elas duas crianças – ficaram feridas no que Israel qualificou como "uma oficina do Hamas" usada para fabricar projéteis e outras armas. Três horas depois, dois mísseis foram lançados em um caminhão que transitava pelo centro de Gaza. Dois corpos foram retirados dos destroços do veículo. Mais tarde, fontes do Hamas teriam dito que os mortos eram membros de seu braço armado. Outra pessoa morreu e sete ficaram feridas. O terceiro ataque ocorreu uma hora depois, quando helicópteros atingiram a sede de uma fazenda. Não houve mortos nem feridos. Cessar-fogo O primeiro-ministro palestino, Ahmed Korei, condenou os ataques, dizendo que eles tornam mais difícil que Israel e os palestinos realizem conversações para acabar com a violência. "Esses atos de Israel não ajuda as conversações de cessar-fogo, eles as desestimulam", disse Korei. "Nós queremos que o governo israelense sente-se conosco e negocie um cessar-fogo", concluiu o primeiro-ministro palestino. A ação militar israelense ocorre um dia depois que três soldados israelenses morreram em uma emboscada perto da cidade de Ramallah, na Cisjordânia. O grupo Brigada dos Mártires da Al-Aqsa reivindicou a autoria do ataque. Também no domingo, foram lançados morteiros de Gaza para o sul de Israel. Não houve registro de mortos ou feridos. Os líderes de todos os principais grupos militantes palestinos estão escondidos desde que começaram ações de Israel para matá-los. |
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