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Atualizado às: 01 de outubro, 2003 - 13h01 GMT (10h01 Brasília)
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Israel decide expandir muro na Cisjordânia
Exército de Israel
O Exército de Israel prendeu líder islâmico

O gabinete de Israel aprovou a segunda fase do polêmico muro que separa israelenses e palestinos na Cisjordânia – o que representa uma ampliação da área já construída até o momento.

Uma das maiores polêmicas discutidas nesta quarta-feira se deu em torno do traçado do muro, especialmente em torno do assentamento judaico de Ariel, um dos maiores assentamentos na Cisjordânia.

Israel manteve o traçado que havia previsto para outras áreas, o que já provoca grandes reclamações dos palestinos e de uma parcela da comunidade internacional, mas no caso de Ariel apresentou uma nova proposta.

Aparentemente para contentar o governo americano, o governo do primeiro-ministro Ariel Sharon decidiu que não vai criar um novo traçado para cercar Ariel, que fica cerca de 20 km fora da área por onde passa o traçado originalmente planejado para a barreira.

No entanto, o governo israelense disse que irá construir uma segunda parede, separando o assentamento dos territórios ocupados. Além disso, o governo disse que a área do assentamento seria futuramente ligada por uma passagem com o território israelense.

Não está claro ainda exatamente o que esse novo projeto representa, mas aparentemente significa que o assentamento se tornará uma espécie de cidade murada e que em algum momento ela será conectada ao território israelense por uma passagem também murada.

Os Estados Unidos estavam fazendo pressão para que Israel não ampliassem mais a região por onde passa o muro, temendo que as repercussões dessa ação tornassem ainda mais improvável o retorno das negociações de paz na região.

Por outro lado, o governo Sharon também é pressionado pelos colonos que moram em assentamentos para que o muro seja expandido nas áreas em que moram, como é o caso dos moradores de Ariel.

Sem pátria

O decisão do governo israelense foi tomada um dia depois que a ONU (Organização das Nações Unidas) condenou a construção das barreiras como "um ato ilegal de anexação".

"Isso provavelmente vai criar uma nova geração de refugiados ou pessoas sem pátria", disse o comissionário de direitos humanos da ONU John Dugar.

Cerca de 150 km da barreira já foram construídos. Ela poderá ter até 700 km de extensão e é composta por partes de cerca e muro em áreas diferentes.

Parte do traçado original do muro foi feito sobre a fronteira estabelecida entre Israel e os territórios ocupados em 1967.

No entanto, em vários trechos já construídos, a parede avança sobre o que é considerado território palestino e chega inclusive a isolar cerca de 50 mil palestinos do lado israelense do muro.

Os palestinos alegam que o muro representa não só uma busca de Israel por segurança – principal argumento de Sharon para construí-lo –, mas sim uma tentativa de anexar novos territórios.

Prisão

Em um episódio separado, o Exército de Israel prendeu um dos líderes do movimento militante palestino Jihad Islâmico.

Bassam Saadi foi detido na Cisjordânia, em um campo de refugiados na cidade de Jenin.

A ação foi feita por um grupo de soldados, apoiado por helicópteros, que não encontrou resistência para fazer a prisão.

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