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Israel decide expandir muro na Cisjordânia
O gabinete de Israel aprovou a segunda fase do polêmico muro que separa israelenses e palestinos na Cisjordânia – o que representa uma ampliação da área já construída até o momento. Uma das maiores polêmicas discutidas nesta quarta-feira se deu em torno do traçado do muro, especialmente em torno do assentamento judaico de Ariel, um dos maiores assentamentos na Cisjordânia. Israel manteve o traçado que havia previsto para outras áreas, o que já provoca grandes reclamações dos palestinos e de uma parcela da comunidade internacional, mas no caso de Ariel apresentou uma nova proposta. Aparentemente para contentar o governo americano, o governo do primeiro-ministro Ariel Sharon decidiu que não vai criar um novo traçado para cercar Ariel, que fica cerca de 20 km fora da área por onde passa o traçado originalmente planejado para a barreira. No entanto, o governo israelense disse que irá construir uma segunda parede, separando o assentamento dos territórios ocupados. Além disso, o governo disse que a área do assentamento seria futuramente ligada por uma passagem com o território israelense. Não está claro ainda exatamente o que esse novo projeto representa, mas aparentemente significa que o assentamento se tornará uma espécie de cidade murada e que em algum momento ela será conectada ao território israelense por uma passagem também murada. Os Estados Unidos estavam fazendo pressão para que Israel não ampliassem mais a região por onde passa o muro, temendo que as repercussões dessa ação tornassem ainda mais improvável o retorno das negociações de paz na região. Por outro lado, o governo Sharon também é pressionado pelos colonos que moram em assentamentos para que o muro seja expandido nas áreas em que moram, como é o caso dos moradores de Ariel. Sem pátria O decisão do governo israelense foi tomada um dia depois que a ONU (Organização das Nações Unidas) condenou a construção das barreiras como "um ato ilegal de anexação". "Isso provavelmente vai criar uma nova geração de refugiados ou pessoas sem pátria", disse o comissionário de direitos humanos da ONU John Dugar. Cerca de 150 km da barreira já foram construídos. Ela poderá ter até 700 km de extensão e é composta por partes de cerca e muro em áreas diferentes. Parte do traçado original do muro foi feito sobre a fronteira estabelecida entre Israel e os territórios ocupados em 1967. No entanto, em vários trechos já construídos, a parede avança sobre o que é considerado território palestino e chega inclusive a isolar cerca de 50 mil palestinos do lado israelense do muro. Os palestinos alegam que o muro representa não só uma busca de Israel por segurança – principal argumento de Sharon para construí-lo –, mas sim uma tentativa de anexar novos territórios. Prisão Em um episódio separado, o Exército de Israel prendeu um dos líderes do movimento militante palestino Jihad Islâmico. Bassam Saadi foi detido na Cisjordânia, em um campo de refugiados na cidade de Jenin. A ação foi feita por um grupo de soldados, apoiado por helicópteros, que não encontrou resistência para fazer a prisão. |
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