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Responsável por dossiê sobre Iraque nega pressão
O principal responsável pela elaboração de um dossiê do governo britânico sobre o perigo oferecido pelo Iraque insistiu que ele não sofreu pressão política para "maquiar" o documento. John Scarlett, ex-chefe do MI6 (serviço internacional de inteligência da Grã Bretanha) e atual chefe da Comissão de Inteligência Conjunta, prestou depoimento nesta terça-feira no chamado Inquérito Hutton, que investiga as circunstâncias da morte do cientista David Kelly. Kelly aparentemente cometeu suicídio depois de ter tido seu nome revelado pelo governo britânico como a fonte de uma reportagem da BBC que sugeria que o governo havia "maquiado" o dossiê de armas sobre o Iraque com o objetivo de reforçar a posição pró-guerra. Essa foi a segunda vez que Scarlett prestou depoimento no inquérito. Sugestões Segundo ele, a análise de dados de inteligência na qual o dossiê foi baseado não foi influenciada por sugestões feitas por Alastair Campbell, ex-diretor de Comunicações do gabinete do premiê britânico, Tony Blair. “Não tive problemas com os comentários de Campbell”, disse Scarlett, “porque eles de forma alguma influenciaram meu julgamento”. Scarlett disse que alguns pontos que poderiam ter sido incluídos no documento foram deixados de fora da versão final, depois de terem sido feitas novas avaliações dos dados de inteligência. O chefe da Comissão de Inteligência Conjunta também defendeu a inclusão, no documento, da alegação de que o Iraque poderia acionar armas de destruição em massa em 45 minutos. De acordo com o repórter da BBC Jon Devitt, que acompanhou o depoimento, avaliações iniciais indicavam que a alegação precisava ser vista com cautela. O entanto, Scarlett disse que ela foi incluídas no relatório depois de ter sido analisada à luz de outras fontes de inteligência e dados sobre o poderio militar iraquiano. Ele também disse que não se lembra de ter discutido qualquer reunião que tenha ocorrido com a participação de Blair para discutir a informação sobre os 45 minutos. |
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