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Atualizado às: 24 de agosto, 2003 - 07h10 GMT (04h10 Brasília)
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Blair 'discutiu divulgação do nome de Kelly'
David Kelly
Documentos indicam que funcionários do governo discutiram divulgação do nome do cientista

Dezenas de documentos foram divulgados neste final de semana na Grã-Bretanha, contendo revelações inéditas que devem ser usadas no inquérito que apura a morte de David Kelly.

Kelly, um especialista em armas de destruição em massa, aparentemente se suicidou quando estava envolvido em uma disputa entre o governo britânico e a BBC sobre um dossiê divulgado pelas autoridades britânicas sobre o perigo oferecido pelo Iraque.

Em uma reportagem, a BBC acusou o governo de ter maquiado o dossiê, exagerando a capacidade militar do Iraque, o que poderia gerar mais apoio da população britânica à ofensiva contra o país.

Os documentos recém-divulgados mostram que o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, esteve envolvido em discussões que levaram à divulgação do nome de Kelly.

“Confidencial”

Algumas notas indicam que Blair, que depõe no inquérito na quinta-feira, recomendou que o Ministério da Defesa seguisse “procedimentos corretos” ao tomar a decisão de divulgar ou não o nome do cientista.

Além de Blair, devem depor nesta semana o ministro da Defesa britânico, Geoff Hoon, e o presidente do conselho de administração da BBC, Gavin Davies.

Segundo o analista da BBC Jonathan Beale, muitos dos documentos que agora estão sendo divulgados demorariam 30 anos para vir a público, caso o inquérito sobre a morte de Kelly não estivesse em andamento.

Muitos deles trazem advertências de que são “confidenciais”, “restritos” ou de que, simplesmente, não deveriam ser usados.

Beale disse que os documentos mostram que havia uma acalorada discussão dentro do governo sobre a divulgação ou não do nome de David Kelly como a possível fonte da reportagem da BBC sobre o dossiê a respeito do Iraque.

Memorandos escritos por altos funcionários do governo indicam que eles estavam preocupados com a opinião de Kelly sobre as armas de destruição em massa do Iraque.

Há indícios de que Kelly deixou claro que acreditava “não ser sábio” da parte do governo incluir, no dossiê, a informação de que o Iraque poderia acionar as armas em 45 minutos, como acabou incluindo.

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