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Tony Blair depõe na próxima semana no caso Kelly
O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, deverá depor no próximo dia 28 em um inquérito que apura a morte do especialista em armas e ex-funcionário do Ministério da Defesa, David Kelly. De acordo com a escala de testemunhas, divulgada nesta nesta quinta-feira, o inquérito também ouvirá o ministro da Defesa britânico, Geoff Hoon, que deve comparecer ao tribunal um dia antes de Blair, em 27 de agosto. Nesta quinta-feira, o diplomata David Broucher compareceu à Suprema Corte de Justiça, em Londres, para depor sobre o caso. Broucher disse ter ouvido do próprio David Kelly que ele achava que "provalvemente seria encontrado morto no mato". Segundo o diplomata, a declaração, em "tom retórico", foi feita em fevereiro. Cerca de cinco meses depois, em meados de julho, Kelly foi encontrado morto em um bosque perto de casa com um corte no pulso esquerdo. Segundo a polícia, o cientista cometeu suicídio. Preocupação Broucher contou que o comentário foi feito depois que Kelly explicou que tinha prometido a autoridades iraquianas que, se elas cooperassem com as inspeções de armas da ONU, o Iraque não seria invadido. Kelly acreditava que, se houvesse uma invasão (o que acabou ocorrendo), alguns de seus colegas poderiam ser mortos como resultado de suas ações. Isso lhe causava "embaraço e dificuldade pessoal", segundo o diplomata. Kelly estaria preocupado por ter "mentido" a seus colegas. O cientista era a fonte de uma reportagem da BBC que dizia que o governo "maquiou" um relatório sobre armas de destruição em massa do Iraque para justificar a guerra no país. O inquérito apura, entre outras coisas, o envolvimento do governo na divulgação do nome de Kelly como a fonte dessa reportagem. |
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