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Ministro britânico admite imprecisão em dossiê
O ministro da Defesa da Grã-Bretanha, Geoff Hoon, disse saber que a afirmação de que o Iraque poderia acionar armas de destruição em massa em 45 minutos, contida em um relatório do governo, não se referia a mísseis de longa distância. A revelação de Hoon foi feita em seu depoimento, nesta segunda-feira, no chamado Inquérito Hutton, que investiga as circunstâncias da morte de David Kelly, consultor para armas do governo britânico. Kelly teria aparentemente cometido suicídio depois que o seu nome foi revelado como sendo a fonte de uma reportagem da BBC, em que o governo britânico foi acusado de maquiar o relatório do Iraque para conquistar mais apoio popular a uma ofensiva militar contra o país. No relatório, a alegação dos "45 minutos" não traz qualquer referência explícita a que tipo de arma ela se refere. Armas normais Questionado pelo conselheiro de defesa da BBC no inquérito, contudo, Hoon revelou que sabia que a afirmação se referia a armas usadas em combates normais, como bombas, não a mísseis de longa distância – que poderiam, eventualmente, ser disparados contra alvos britânicos. De acordo com a jornalista da BBC Jane Peel, que acompanhou o depoimento de Hoon, o conselheiro de Defesa da BBC sugeriu que o governo não deixou claro no relatório a que armas a alegação dos “45 minutos” se referia por fins políticos. Em outro momento do depoimento de Hoon, ele reconheceu que aprovou o processo que levou à divulgação do nome de David Kelly como sendo a fonte da reportagem da BBC. O conselheiro da família de Kelly no inquérito sugeriu que o governo elaborou uma estratégia que previa a divulgação do nome de Kelly. Hoon, porém, negou que a divulgação tenha sido premeditada de alguma forma, negando a existência de qualquer conspiração nesse sentido. O ministro também voltou a defender a conduta do governo, afirmando que foi certo revelar o nome de Kelly depois que começou a circular na imprensa a teoria de que ele havia sido a fonte da reportagem da BBC. Esse foi o segundo depoimento do ministro da Defesa britânico no Inquérito Hutton. O Inquérito deve ser encerrado na quinta-feira, e suas conclusões devem ser publicadas depois de outubro. |
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