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Arafat renova oferta de cessar-fogo a Israel
O presidente da Autoridade Palestina (AP), Yasser Arafat, iniciou uma campanha por meio da imprensa para tentar convencer Israel a aceitar sua proposta de cessar-fogo. Em entrevistas concedidas a jornais e canais de TV israelenses, Arafat disse que a proposta de trégua teria o apoio dos grupos militantes palestinos e pediu que Israel suspenda sua campanha de assassinato de membros desses grupos. "Eu digo aos israelenses: basta de sangue, basta de destruição e sofrimento diário. Nossa posição sempre foi contrária à morte de palestinos ou israelenses", disse Arafat ao jornal Yediot Aharonot. Embora tenha proposto o reinício das negociações de paz com Israel, o líder palestino não revelou detalhes concretos sobre como se daria esse diálogo. A favor e contra O ministro da Defesa de Israel, Shaul Mofaz, desprezou a proposta de Arafat. "Israel não vai fazer nenhuma concessão até que o governo palestino prove suas intenções reais de agir seriamente contra organizações terroristas", disse o ministro a uma rádio israelense. Por outro lado, o ministro da Infra-Estrutura, Yosef Paritzky, mostrou-se mais aberto a uma conciliação. “Nós devemos examinar (a proposta) em detalhes, já que é de nosso interesse", disse. "Senão, vamos ser vistos no exterior como os que não querem ouvir nada." ONU Nesta quinta-feira, soldados de Israel mataram mais um membro do braço militar do grupo Hamas em uma pesada troca de tiros em um campo de refugiados da Faixa de Gaza. O governo de Israel se recusa a dialogar diretamente com Arafat e anunciou que quer vê-lo "removido". Para tanto, um ministro do gabinete israelense disse que a possibilidade de assassiná-lo não está descartada. Na terça-feira, os Estados Unidos vetaram uma proposta de resolução que estava sendo votada no Conselho de Segurança da ONU, em que se pedia que Israel voltasse atrás nas ameaças que fez contra o líder palestino. A Liga Árabe, contudo, está pedindo à Assembléia Geral da ONU que considere a adoção de uma resolução semelhante, ainda que as decisões da Assembléia não tenham o poder das do Conselho de Segurança. |
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