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Arafat 'não é irrelevante', diz enviado da ONU
O enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU) ao Oriente Médio, Terje Roed-Larsen, disse nesta segunda-feira que o presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, “está longe de ser irrelevante”. Roed-Larsen falou durante uma sessão do Conselho de Segurança da organização, convocada para discutir uma possível resolução pedindo para que Israel não realize qualquer ação hostil contra o presidente da Autoridade Palestina. Segundo o enviado, Arafat personifica a identidade e as aspirações nacionais dos palestinos. As autoridades de Israel vêm há meses se recusando a negociar diretamente com Arafat. No domingo, o vice-primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, disse que seu governo não tinha excluído a possibilidade de matar o líder palestino. Declaração unânime O Conselho de Segurança da ONU iniciou discussões na sexta-feira sobre uma resolução condenando Israel, antes de adiá-la para esta segunda-feira. O governo britânico convocou o embaixador israelense em Londres, Zvi Shtauber, à sede do Ministério das Relações Exteriores em Londres, para protestar contra as declarações de Olmert, dizendo que elas eram inaceitáveis. O ministro das Relações Exteriores de Israel, Silvan Shalom, disse que não é política oficial de seu país matar o líder palestino, e que qualquer decisão de removê-lo não seria implementada imediatamente. Enquanto isso, o Conselho de Segurança da ONU divulgou uma declaração unânime dizendo que "a remoção do presidente Arafat não ajudaria e não deve ser implementada". No fim de semana, o secretário de Estado americano, Colin Powell – que está no Oriente Médio –, disse que Israel causaria ódio entre muçulmanos ao expulsar ou matar Arafat. Representantes dos países da Liga Árabe também discutiram nesta segunda-feira a ameaça israelense a Arafat em uma reunião na capital egípcia, Cairo. O correspondente da BBC na cidade disse que há muito ceticismo quanto à possibilidade de que a Liga Árabe possa fazer algo para ajudar o líder palestino. “Hipocrisia” Fontes diplomáticas na ONU disseram que a proposta de resolução que está sendo analisada é moderada. Dessa forma, se espera evitar um veto da mesma pelos Estados Unidos – que, de acordo com as expectativas, deve se abster do voto. A proposta exige que Israel "desista de qualquer ato de deportação e retire qualquer ameaça à segurança do presidente eleito da Autoridade Palestina". A resolução também condena "assassinatos ilegais e ataques terroristas suicidas". Nessa segunda-feira, o embaixador israelense nas Nações Unidas, Dan Gillerman, acusou o conselho de Segurança de "hipocrisia" ao considerar a resolução. Ele disse que o Conselho não havia se reunido para discutir atentados suicidas palestinos. Entretanto, o vice de Gillerman disse que seu país usaria o debate para fazer queixas contra Arafat, que, segundo os israelenses, apoia ataques terroristas contra seus cidadãos. Na última quinta-feira, o gabinete de Segurança de Israel disse que concordava em princípio com uma remoção de Arafat, no momento e da maneira que se escolhesse. No domingo, milhares de pessoas saíram às ruas na Cisjordânia, Faixa de Gaza e no sul do Líbano para dar apoio ao líder, jurando lutar contra qualquer tentativa de removê-lo. |
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