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Palestinos saem às ruas para apoiar Arafat
Os palestinos reagiram com revolta diante da notícia de que o governo israelense teria decidido em princípio expulsar o líder Yasser Arafat da Cisjordânia. Em uma demonstração de apoio, uma grande multidão se aglomerou ao redor do complexo de Arafat em Ramallah, e houve cenas semelhantes na Faixa de Gaza, onde milhares foram às ruas para protestar contra a decisão. O primeiro-ministro palestino indicado, Ahmed Korei, reagiu à decisão israelense anunciando que iria suspender a sua tentativa de formar um novo governo e dizendo que a medida ameaçava a estabilidade em toda a região. A decisão do gabinete de segurança israelense foi tomada depois de um encontro agendado para que o grupo considerasse uma resposta aos ataques suicidas que deixaram 15 mortos em Israel na terça-feira. O líder palestino Yasser Arafat disse à multidão que se formou em frente ao seu complexo em Ramallah que não irá para o exílio. Tem havido condenação internacional à proposta de expulsão. O departamento de Estado americano afirmou que a decisão "não ajudava" as tentativas de paz. O repórter da BBC em Ramallah, Richard Miron, disse que, ao ouvir a decisão, pessoas de todas as idades se juntaram ao redor do complexo de Arafat, balançando bandeiras em favor de seu líder. Eles gritavam palavras de apoio a Arafat e de insultos ao primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon. Consequências Arafat apareceu nas escadas de seu escritório para receber a multidão, chamando-a de seu "grande povo" e jogando beijos.
"Vocês são um povo valente, meus amados. Abu Amar permanecerá aqui", disse Arafat usando o outro nome pelo qual é conhecido entre os palestinos. "Vocês são aqueles que são capazes de responder a essa ameaça de Israel", afirmou o líder palestino. Autoridades palestinas mandaram um aviso para que o governo israelense não vá em frente com a decisão, descrevendo as possíveis consequências como catastróficas. O movimento Fatah, de Yasser Arafat, pediu para que os palestinos montem guarda no complexo do líder para evitar qualquer tentativa de Israel de retirá-lo a força. "É verdade que os palestinos não têm tanques, mas eles têm a determinação para resistir à decisão de Israel", disse o integrande do Fatah Ahmed Ghneim. Mudança O correspondente da BBC em Jerusalém, James Reynolds, diz que tem havido um debate sério em Israel sobre a possibilidade de expulsar Arafat por vários anos. Até agora, Ariel Sharon havia se oposto à idéia, mas depois dos dois ataques suicidas de terça-feira, parece que o primeiro-ministro mudou de opinião. Segundo Reynolds, é uma mudança de política bem dramática. Em dezembro de 2001, o governo israelense declarou que o líder palestino tinha se tornado irrelevante e tentou ao máximo ignorá-lo. Desde então, o exército de Israel tem isolado Arafat em seu complexo em Ramallah. Ainda não está claro quando e como a decisão de expulsar Arafat seria concretizada. Um comunicado divulgado pelo gabinete israelense afirma que Arafat é um "obstáculo para a paz" que Israel tem de romover. Mas o gabinete acrescentou que iria agir de uma forma e em um momento a serem definidos mais tarde. Foi feito um pedido para que o Exército estabelecesse as opções de expulsão. Crise política James Reynolds afirma que a decisão israelense pode ter sifo um esforço para mostrar ao primeiro-ministro indicado Ahmed Korei que ele deve se distanciar de Arafat. Korei – atualmente o líder do Parlamento palestino – concordou em substituir Mahmoud Abbas no cargo de primeiro-minsitro, mas ele ainda não foi aprovado pelo legislativo nem escolheu um gabinete. Mas Korei já manifestou o seu apoio a Arafat, dizendo que ele está abandonando as tentativas de formar um governo. "A decisão israelense (se implementada) acabaria com qualquer chance de paz e de gerar segurança na região", afirmou em um comunicado. |
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