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EUA vetam resolução da ONU para impedir remoção de Arafat
A delegação americana vetou nesta terça-feira o projeto de resolução do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) que tentava impedir a remoção do líder palestino Yasser Arafat da Cisjordânia pelo governo de Israel. O embaixador dos Estados Unidos no conselho, John Negroponte, classificou a resolução de "falha" por não incluir uma "condenação robusta de atos de terrorismo". A votação aconteceu no dia seguinte a uma troca de insultos entre representantes palestinos e israelenses durante o debate do assunto. O embaixador de Israel na ONU, Dan Gillerman, chamou o líder da Autoridade Palestina de "terrorista profissional", o que provocou a retirada da delegação palestina da sessão. O governo de Israel foi criticado quase que com unanimidade pela decisão "em princípio", na quinta-feira, de "remover" Arafat por meios não-especificados. Desprezo Antes da votação, os israelenses desprezaram a oferta de um conselheiro de segurança de Arafat de um cessar-fogo por tempo indefinido. Jibril Rajoub afirmou, em entrevista à rádio estatal de Israel, que a liderança palestina poderia garantir que grupos militantes como o Hamas respeitassem a trégua. No entanto, um porta-voz do primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, disse que não seria "ludibriado" pela medida. "Nós não vamos ser atraídos para essa armadilha de cessar-fogo", respondeu Ranan Gissin à agência de notícias AFP. Enquanto isso, soldados israelenses mataram um suposto militante palestino em uma vila perto da cidade de Hebron, na Cisjordânia. Testemunhas afirmaram que uma casa foi cercada por soldados com o apoio de tanques e helicópteros, que fuzilaram o suposto integrante da Jihad Islâmica quando ele tentou fugir da casa. Texto A resolução apresentada pela Síria na terça-feira exigia que Israel não machucasse ou deportasse Arafat. O texto da proposta ainda foi modificado para tentar angariar mais apoio e evitar um veto americano. Uma das mudanças foi o acréscimo de uma frase expressando "grande preocupação" com a mais recente onda de violência e condenando os ataques suicidas e os assassinatos seletivos de militantes palestinos pelas autoridades israelenses por causar "enorme sofrimento e muitas vítimas inocentes". No entanto, o embaixador Negroponte disse que a resolução deveria ter condenado explicitamente os grupos militantes como o Hamas e as brigadas de Al-Aqsa. Negroponte disse ainda que o texto deveria incluir a exigência de destruição da infra-estrutura de apoio desses grupos. |
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