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Flash mob ataca de novo
Num verão que nada teve de besteira, conforme manda a tradição de nele não acontecer nada de importante ou sério, antes muito pelo contrário, só deu besteira da séria e grossa. Um dos poucos refrescos, em meio ao calorão da temperatura e dos fatos, foi aquela mania do flash mob, ou seja, da "turba-relâmpago". A coisa, que teria começado em Nova York, em junho, tendo logo se espalhado (sim, como um relâmpago) por todo o mundo, Brasil inclusive, constituía de uma multidão aglomerada em algum lugar fazendo algo de inusitado e inofensivo, assim como, por exemplo, comer uma banana numa grande loja ou pedir livros inexistentes em determinada livraria. Era produto informático puro. Eram pessoas desconhecidas que se comunicavam e tramavam o evento através da Internet. As “turbas” conquistaram inclusive uma certa aura de prestígio artístico, sendo que proliferaram em publicações os mais diversos artigos comparando-as aos happenings dos anos 60. Assim como o calor de rachar pedra, pararam. Passaram. Mas passaram mesmo? Agora mesmo, na quinta-feira, 4 de setembro, com todo Reino Unido se vestindo para o outono, uma notícia vazada na mídia tradicional veio a por em dúvida se o flash mob estaria mesmo morto e enterrado junto com outros modismos feito o bambolê. O ministro das Relações Exteriores, Jack Straw, teria avisado ao primeiro-ministro Tony Blair que é necessária uma revisão do número de soldados britânicos no Iraque. Em poucas palavras: é preciso mandar mais soldados para o Iraque, uma vez que as coisas lá não vêm correndo conforme os planos – se planos haviam. Basta conferir com as mais recentes declarações do secretário de Estado americano Colin Powell propondo, quem diria?, um novo papel para as Nações Unidas no Iraque. Desde que o presidente Bush anunciou, no dia 1º. de maio, o fim das principais operações de combate – ele tomou o cuidado de não usar a palavra “vitória” --, 11 soldados britânicos e mais de 60 americanos morreram em confrontos durante a ocupação. No momento, há 10 mil soldados britânicos no Iraque. Falam em mandar mais 5 mil. Pressurosos, os 5 mil aguardam a convocação. Como quem abre o computador para checar os e-mails. Dizem que tudo não passa de uma manifestação tardia da “turba-relâmpago”. Veremos. |
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