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Atualizado às: 21 de agosto, 2003 - 09h55 GMT (06h55 Brasília)
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Soldados israelenses ocupam Jenin e Nablus
Palestinos sendo presos por soldado israelense em Nablus, na Cisjordânia
Israel diz que a ofensiva é para procurar por extremistas palestinos

Soldados de Israel, usando tanques e veículos blindados, ocuparam as cidades de Jenin e Nablus, na Cisjordânia, para procurar por explosivos e militantes extremistas, segundo os israelenses.

A ofensiva foi iniciada na quarta-feira depois de uma reunião do gabinete de governo de Israel, convocada em decorrência do atentado contra um ônibus em Jerusalém, na terça-feira, que deixou 20 mortos.

As forças de Israel também invadiram um campo de refugiados em Tulkarem, onde um palestino foi morto em uma troca de tiros.

Essa foi a maior incursão israelenses em território palestino desde junho, quando os principais grupos palestinos, incluindo o Jihad Islâmico e o Hamas, haviam anunciado uma trégua. O ataque de terça-feira foi reivindicado pelos dois grupos.

Israelenses

Em Hebron, os soldados israelenses demoliram a casa de um dos autores do atentado contra o ônibus em Jerusalém – uma retaliação comum, que visa, segundo os israelenses, enviar uma mensagem a outros ativistas.

A família do autor do ataque já havia se mudado para outra casa, esperando a demolição.

Na reunião desta quarta-feira, o gabinete de governo israelense aprovou uma série de ações com o objetivo de reprimir militantes especificamente do Jihad Islâmico e do Hamas.

O primeiro-ministro palestino, Mahmoud Abbas
Mahmoud Abbas está sob pressão para reprimir extremistas

Depois do encontro, o governo de Israel voltou a pedir em uma nota que a Autoridade Palestina tome medidas “reais” e “significativas” para conter os extremistas.

O gabinete israelense também ressaltou que qualquer ação realizada pelas forças do país não tem o objetivo de prejudicar o processo de paz.

Além de ordenar a ofensiva, o governo israelense rompeu todos os contatos com a Autoridade Palestina e fechou todas as saídas da Cisjordânia, em decorrência do ataque de terça-feira.

Palestinos

Em reuniões no final da noite desta terça-feira, líderes palestinos reiteraram seu apoio à trégua de três meses anunciada pelos grupos militantes no dia 29 de junho e prometeram fazer com que ela seja cumprida.

“Todos devem seguir uma autoridade e o estado de direito”, diz uma declaração divulgada depois de um encontro, em Ramallah, entre o primeiro-ministro palestino, Mahmoud Abbas, e o líder Yasser Arafat.

A Autoridade Palestina rompeu seus contatos com o Hamas e o Jihad e determinou que a polícia prendesse ativistas.

“As forças de segurança terão a missão de implementar as resoluções do gabinete palestino”, disse a mensagem.

De acordo com informações divulgadas por rádios israelenses, a polícia palestina prendeu 17 pessoas, suspeitos de ser ativistas do Hamas – incluindo familiares do autor do ataque em Jerusalém.

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