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Atualizado às: 20 de agosto, 2003 - 16h50 GMT (13h50 Brasília)
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Tropas israelenses entram na cidade de Jenin
Os israelenses têm se preparado para agir
Os israelenses têm se preparado para agir

Soldados israelenses entraram na cidade de Jenin, na Cisjordânia, no início desta quinta-feira, segundo fontes palestinas. Testemunhas afirmam que tiros foram ouvidos à medida em que os tanques entravam no local.

A incursão ocorreu logo depois que o governo de Israel enviou um aviso à Autoridade Palestina de que não poderiam haver progresso no processo de paz sem que medidas contra os grupos militantes sejam tomadas.

Um ataque suicida em um ônibus em Jerusalém, na terça-feira, deixou 20 mortos.

O primeiro-ministro palestino, Mahmoud Abbas, deu ordens para que suas forças de segurança prendam os responsáveis pelo atentado que deixou 19 mortos em Jerusalém, na terça-feira.

Mais tarde na quarta-feira, dois adolescentes palestinos foram mortos em uma operação israelense no campo de refugiados de Tulkarem, também na Cisjordânia.

Em Jenin, testemunhas dizem que cerca de 15 tanques israelenses e outros veículos blindados entraram na cidade de quatro direções diferentes.

Explosões e tiros teriam sido ouvidos, mas não há relatos de feridos.

Também há informações de que as tropas israelenses teriam entrado em Nablus.

Militantes

Duas casas pertencentes a militantes palestinos foram destruídas em vilarejos perto de Jenin, segundo os palestinos.

A Autoridade Palestina interrompeu contatos com o Hamas e com a Jihad Islâmica – os dois dizem ter realizado o ataque de terça-feira.

O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, aprovou uma série de ações militares contra os dois grupos que poderão ter início a qualquer momento.

Se a Autoridade Palestina "não tomar todas as medidas necessárias contra o terrorismo, medidas reais e sólidas, não será possível avançar no campo diplomático", afirmou Sharon.

Os líderes palestinos voltaram a reafirmar o seu compromisso com o cessar-fogo de três meses iniciado no dia 29 de junho.

O comunicado deles ocorreu depois de conversas realizadas em Ramallah entre o líder palestino Yasser Arafat, o movimento Fatah, o primeiro-ministro Mahmoud Abbas e seu gabinete.

"Todos devem obedecer a uma autoridade e ao domínio da lei", afirmava o comunicado dos palestinos.

O correspondente da BBC em Ramallah, Chris Morris, disse que ainda não está claro se as forças de segurança palestinas irão realizar qualquer prisão, uma vez que eles controlam apenas pequenas partes da Cisjordânia e da Faixa de gaza.

De acordo com relatos da rádio israelense, a polícia teria prendido 17 palestinos, suspeitos de serem ativistas do Hamas, incluindo vários familiares do suposto responsável pelo ataque de terça.

Diplomacia

Além disso, o governo israelense já anunciou o rompimento dos contatos com a Autoridade Palestina, suspendeu as negociações em torno da entrega do controle de cidades da Cisjordânia aos palestnios e ordenou o isolamento total da Faixa de Gaza e da Cisjordânia.

O diário israelense Haaretz informou que o governo decidiu autorizar atividades militares em resposta ao atentado mas que, ao mesmo tempo, pretende manter em funcionamento o processo diplomático com os palestinos.

Segundo comunicado oficial de Israel, Sharon disse em conversa telefônica com o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que suspendeu qualquer concessão aos palestinos enquanto a Autoridade Palestina não "atuar de maneira séria e continuada contra o terrorismo".

Após o ataque, Bush, disse que a Autoridade Palestina precisava agir para "desmantelar e destruir" grupos militantes e afirmou que os Estados Unidos estavam preparados para ajudar.

O presidente americano telefonou para o líder israelense na quarta-feira e disse se manter comprometido com uma solução para o conflito, segundo um porta-voz da Casa Branca.

Os Estados Unidos enviaram o diplomata John Wolf para a região para encontros com líderes palestinos e israelenses em uma tentativa de salvar o plano de paz.

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