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Israel concorda em retirar tropas da Cisjordânia
O governo de Israel concordou em entregar à Autoridade Palestina o controle de quatro cidades na Cisjordânia – Jericó, Qalqiliya, Tulkarm e Ramallah – , segundo fontes palestinas. Israel também teria concordado – segundo informacões da TV israelense – em permitir que o líder palestino Yasser Arafat viaje para a Faixa de Gaza para visitar o túmulo da irmã dele, Yousra, que morreu no início desta semana e foi enterrada na cidade de Gaza. Se a permissão for mesmo confirmada, será a primeira vez que Arafat deixará Ramallah em mais de um ano e meio. Correspondentes dizem que a retirada de tropas e de postos de controle israelenses dessas cidades poderá aumentar o apoio da população palestina ao novo plano de paz, em um momento em que o processo aparenta estar em risco. O acordo para a retirada de tropas das quatro cidades teria sido fechado nesta sexta-feira entre o ministro da Defesa de Israel, Shaul Mofaz, e o chefe do setor de segurança da Autoridade Palestina, Mohammad Dahlan. Dahlan descreveu o encontro que teve com Mofaz como "muito construtivo". Condições A devolução do controle da segurança terá início na semana que vem, começando com as cidades de Jericó e Qalqilya. Se algumas condições forem cumpridas, o controle da segurança das outras duas cidades será então entregue na semana seguinte, segundo o ministério da Defesa. Entre as condições estão "o fim de ataques terroristas, o desmantelamento de estruturas terroristas e a criação de um aparato, pela Autoridade Palestina, para lidar com pessoas procuradas pela Justiça", segundo a porta-voz do ministério da Defesa, Shirli Eden. Em retorno, Israel irá reduzir o número de postos de controle na Cisjordânia e fornecer vistos de trabalho adicionais para palestinos que queiram trabalhar em Israel. Dahlan insistiu que os palestinos não irão usar força contra o Hamas, a Jihad Islâmica ou integrantes do movimento Fatah, do qual ele mesmo faz parte. Prisioneiros Também nesta sexta-feira, o governo de Israel libertou 73 palestinos, no que descreveu como um gesto de boa vontade para com o novo plano de paz. A libertação se deu com três dias de atraso, causado por dois ataques suicidas que provocaram a morte de dois israelenses. O destino de prisioneiros palestinos – que totalizam mais de 5 mil – é uma das principais fontes de tensão entre israelenses e palestinos. Autoridades palestinas dizem que os 73 prisioneiros libertados nesta sexta estavam presos por crimes pequenos, como roubo, e não por atividades militantes. Os palestinos dizem que esses prisioneiros seriam libertados de qualquer maneira e afirmam que os soldados israelenses prenderam mais supostos militantes em operações durante a madrugada. |
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